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Dissertações

Dissertações Defendidas

01ª -  Diego Peruchi Trevisan

 

50ª - Elton Vicente Escobar Silva - http://lattes.cnpq.br/8866534492617582

Data da Defesa: 09/09/2019

Orientador(a): Prof. Dr. Vandoir Bourscheidt

Título: “MODELO DE CRESCIMENTO DE GRAMÍNEAS ADAPTADO A ÁREAS URBANAS”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Vandoir Bourscheidt

Prof. Dr. José Ricardo Macedo Pezzopane

Prof. Dr. Camilo Dalesles Rennó


Resumo: A existência de espaços verdes em áreas urbanas e seus impactos na população têm sido objeto de muitos estudos, não apenas pelos importantes serviços ecossistêmicos prestados por essas áreas, mas também pela contribuição direta na saúde pública. Iniciativas para o controle da vegetação urbana, quanto à otimização do processo de corte/roçada, redução de custos e potencialmente redução de impactos no ecossistema natural urbano, não foram encontradas na literatura. Assim, este trabalho visa implementar um modelo de crescimento de gramíneas ajustado para o manejo adequado de áreas verdes urbanas, especificamente parques públicos, e margens de ruas, estradas e corpos d’água. O modelo foi desenvolvido em Python e simula a dinâmica diária do índice de área foliar (IAF), biomassa, evapotranspiração e teor de água no solo, passando por processos de corte ou não, integrado à sistema de informação geográfica (SIG). Entretanto, apenas o crescimento acima do solo é modelado. Teor de água no solo, temperatura e radiação são considerados as únicas limitações ao crescimento da planta. O modelo apresenta apenas dois estágios de desenvolvimento para a planta, ciclo de crescimento e dormência. O período de dormência pode ser iniciado a partir de duas abordagens diferentes: duração do dia ou índice de umidade do solo - SMI, o que permite cobrir áreas temperadas e tropicais. É apresentado um estudo de caso utilizando a grama babatais (Paspalum notatum Flügge) como espécie de interesse para a execução do modelo, bem como os procedimentos de avaliação do desempenho do modelo. Duas plataformas diferentes (um veículo aéreo não tripulado - imagens UAV e PlanetScope) foram utilizadas na aquisição de dados, que foi confrontada com os resultados do modelo. Os índices de vegetação NDVI, GNDI e EVI2 foram usados para recuperar o IAF a partir de medições in situ e dos sensores. O EVI2 apresentou o melhor desempenho para a recuperação do IAF da grama batatais e, portanto, foi utilizado na avaliação do IAF simulado no modelo. Para avaliar o desempenho do modelo, o coeficiente de determinação associado (R2) e a raiz do erro quadrático médio (RMSE) entre o IAF do modelo (default e ajustado) e IAF recuperados de ambos os sensores são relatados. Os resultados obtidos na análise sugerem que o modelo proposto é adequado à sua finalidade e, também, foi considerado que o modelo pode auxiliar as administrações governamentais na otimização dos viii processos de limpeza/roçada dos espaços verdes urbanos (UGS), diminuindo as despesas de manejo e os impactos ecossistêmicos , o que consequentemente pode aumentar a qualidade de vida e o bem-estar dos cidadãos. No entanto, alguns ajustes no desenvolvimento da curva LAI e no período de dormência são propostos.

Apoio: FAPESP

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49ª - Bruno Paganeli - http://lattes.cnpq.br/3693747596062757

Data da Defesa: 05/09/2019

Orientador(a): Prof. Dr. Marco Antonio Portugal Luttembarck Batalha

Título: “ESTRATÉGIAS NUTRICIONAIS EM ESPÉCIES CONGENÉRICAS DE CERRADO E FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECÍDUA”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Marco Antonio Portugal Luttembarck Batalha

Profa. Dra. Andréa Lúcia Teixeira de Souza

Profa. Dra. Carmen Silvia Fernandes Boaro


Resumo: O cerrado, apesar de ser alvo prioritário de conservação, ainda está sob pressões. Uma delas se relaciona às práticas de restauração. Este hotspot apresenta grande diversidade vegetacional, porém, com predominância de fisionomias savânicas. Estas podem ser definidas como biomas tropicais e subtropicais em que os componentes herbáceo-subarbustivos são quase contínuos, com arbustos e árvores em densidades variáveis e em que os padrões de crescimento e reprodução estão relacionados com a estacionalidade climática e a ocorrência de queimadas. Uma vez que, sob o clima em que ela se encontra, há também florestas, apenas o clima não é suficiente para explicar sua ocorrência. Um dos fatores postulados para explicar a ocorrência de savanas em áreas cujo clima comporta floresta é a fertilidade do solo, especialmente em relação ao nitrogênio e o fósforo. Posto isso, analisamos as estratégias apresentadas por espécies congenéricas, uma típica do cerrado, e outra, de floresta estacional, cultivadas em variações de disponibilidade nutricional, notadamente nitrogênio e fósforo, em sistema hidropônico com quatro tratamentos: (1) solução de Hoagland completa, (2) solução de Hoagland sem nitrogênio, (3) solução de Hoagland sem fósforo e (4) solução de Hoagland sem nitrogênio e fósforo. Acompanhamos os indivíduos medindo o tempo de duração dos cotilédones, o tempo para o surgimento do primeiro par de folhas, a altura, a área foliar, a área foliar específica, a relação raiz:parte aérea e a biomassa total. Todas nossas comparações foram feitas usando análises de variâncias. Plântulas congenéricas savânicas e florestais são limitadas por nitrogênio, mas, as alterações em seus traços devido a oferta de fósforo, evidenciaram suas estratégias nutricionais distintas. Enquanto as florestais mostraram incremento nos traços funcionais em presença de fósforo — evidenciando a co-limitação e maior demanda nutricional —, algumas espécies do cerrado expressaram sinais de toxicidade ao fósforo.

Apoio: FAPESP

URL – Repositório Institucional:   https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/11870 

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48ª - Adriane Herrmann Corrêa de Almeida - http://lattes.cnpq.br/4348336905295469

Data da Defesa: 06/08/2019

Orientador(a): Prof. Dr. Rodrigo Constante Martins

Título: “A AGROECOLOGIA E SEUS ESPAÇOS DE PRODUÇÃO ACADÊMICA NA UFSCar”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Rodrigo Constante Martins

Prof. Dr. Rodolfo Antônio de Figueiredo

Profa. Dra. Vanilde Ferreira de Souza Esquerdo

Prof. Dr. Alessandro André Leme


Resumo: 

As pesquisas em agroecologia cresceram nas últimas décadas, houve a ampliação do número de cursos de graduação, de cursos técnicos e de pós-graduação nas universidades, assim como a criação de linhas de pesquisa em centros de desenvolvimento agrícola. A busca por alternativas que possam responder à crise socioambiental em que vivemos é latente. Nesse sentido, a pesquisa em tela tem como objetivo geral descrever e analisar o papel da pesquisa científica em agroecologia na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Para tal, vamos mostrar o levantamento da produção científica sobre agroecologia na universidade, interpretando-a e demonstrando pontos de consonâncias e dissonâncias. Como método, utilizamos estatística descritiva e entrevistas semiestruturadas com os pesquisadores de destaque. O levantamento foi feito a partir de dados no Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil contido na plataforma do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de informações disponíveis na plataforma Lattes. O recorte temporal abrange o período de 1992 a 2018. Dentre os resultados e conclusões do estudo, está a identificação de que, embora a pesquisa em agroecologia seja ainda emergente na UFSCar, a mesma possuiu um forte caráter de extensão universitária, com redes de pesquisadores se estabelecendo para além das fronteiras tradicionais da produção acadêmica.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

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47ª - Fernanda Defourny Corrêa - http://lattes.cnpq.br/5111043999901170

Data da Defesa: 28/06/2019

Orientador(a): Profa. Dra. Érica Pugliesi

Título: “ANÁLISE DA IMPLEMENTAÇÃO DA LOGÍSTICA REVERSA EM MUNICÍPIOS DA UGRHI-13”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Érica Pugliesi

Prof. Dr. Wellington Cyro de Almeida Leite

Profa. Dra. Jaqueline Aparecida Bória Fernandez


Resumo: A Política Nacional de Resíduos Sólidos , instituída pela lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, regulamentada pelo decreto nº 7.404 de 2010, obriga aos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de agrotóxicos, seus resíduos e embalagens; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; produtos eletroeletrônicos e seus componentes; e embalagens em geral à implementarem sistemas de Logística Reversa (LR), retornando os produtos após o uso pelos consumidores ao ciclo produtivo ou outra destinação final ambientalmente adequada. A importância de se estabelecer um sistema adequado de gestão de resíduos sólidos não está somente vinculada a minimizar os impactos ambientais, mas também os impactos à saúde pública. Neste contexto, o objetivo deste trabalho é analisar a implementação e abrangência das ações de LR nos municípios da UGRHI-13 e a identificação dos atores envolvidos nos sistemas de LR em um estudo de caso no município de São Carlos-SP. Os métodos adotados contemplam a análise documental e aplicação de questionário aos representantes dos municípios para coleta de dados institucionais e diretrizes da gestão. O estudo de caso foi conduzido por meio de entrevistas com os atores envolvidos nos sistemas de LR, das quais foram identificados: poder público municipal, revendedores de produtos, associações representativas dos setores produtivos, entidades gestoras de LR, e outras organizações que realizam ações de LR. Identificou-se, dentre os resultados, iniciativas formais e informais de LR nos municípios da UGRHI-13; a falta de cooperação entre as esferas de poder e entre o setor privado com o poder público municipal, assim como a atribuição ao poder público municipal de responsabilidades do setor privado.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

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46ª- José Victor da Silva - http://lattes.cnpq.br/1032739471985184

Data da Defesa: 07/06/2019

Orientador(a):Profa. Dra. Renata Sebastiani

Título: “BROMELIACEAE COMO FERRAMENTA EM ESTUDOS AMBIENTAIS NA GUARNIÇÃO DE AERONÁUTICA DE PIRASSUNUNGA (PIRASSUNUNGA, SP).”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Renata Sebastiani

Prof. Dr. Luciano Elsinor Lopes

Profa. Dra. Cintia Vieira da Silva


Resumo: O Cerrado é o segundo maior domínio fitogeográfico do Brasil, com sua grande extensão territorial o Cerrado possui grande diversidade de condições ambientais e consequentemente uma grande variedade de formações vegetais. As formações vegetais do Cerrado podem ser compreendidas através do conceito de “floresta-ecótono-campo” que demonstra um gradiente entre formações florestais (cerradão) e formações de campo (campo limpo), entre essas formações ocorrem as demais formações de Cerrado. Graças a esta diversidade de formações vegetais com diferentes condições ambientais o Cerrado abriga uma grande biodiversidade. Bromeliaceae é a maior família restrita das Américas com cerca de 3150 espécies, no Brasil ocorrem 1370 espécies, o Cerrado possui o segundo maior número de Bromélias 253, nas formações de Cerrado no Estado de São Paulo ocorrem 23 espécies. A família Bromeliaceae possui como características gerais suas folhas dispostas em rosetas, normalmente formando tanque e com espinhos, suas raízes na maioria das espécies são utilizadas apenas para fixação, a absorção de água pela maioria das espécies de Bromeliaceae se dá pelos seus tricomas distribuídos de maneira variada em suas folhas. O presente estudo foi realizado na Guarnição de Aeronáutica de Pirassununga (Pirassununga, SP) a Guarnição possui cerca de 1500 hectares de vegetação. No primeiro capitulo as espécies de Bromeliaceae ocorrentes em uma área de cerradão foram mapeadas, identificadas e contabilizadas a partir dos seus pontos de ocorrência, sete espécies foram identificadas e foi possível notar que estas espécies mesmo possuindo meios de dispersão similares (todas as espécies são dispersas pelo vento com exceção de Ananas) se distribuíam de maneira diferente no espaço. Foi discutido que está variedade se dá por diferentes características morfológicas de cada espécie favorecer a sua fixação em áreas com diferentes condições ambientais, portanto a ocorrência e o aumento na população de determinadas espécies de Bromeliaceae é diretamente influenciada pelas condições ambientais de um fragmento, como temperatura e umidade do ar. No segundo capítulo desta dissertação foi realizado o levantamento florístico da família Bromeliaceae na Guarnição, onde foram amostradas as diferentes formações vegetais ocorrentes na Guarnição. Foram reconhecidas nove espécies de Bromeliaceae distribuídas em cinco gêneros, apesar de não ser um número muito alto, comparando com outros estudos o número de espécies na Guarnição pode ser considerado alto. Por fim o presente trabalho conclui que espécies da família Bromeliaceae ocorrentes em uma área podem ser diretamente afetadas por pequenas variações nas condições do microclima de um fragmento vegetal, este trabalho também conclui que a Guarnição é uma importante área para a conservação da biodiversidade no Estado de São Paulo.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

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45ª- Jacqueline Salvi de Mattos - http://lattes.cnpq.br/4360061354751397

Data da Defesa: 30/05/2019

Orientador(a):Prof. Dr. Marco Antonio Portugal Luttembarck Batalha

Título: “PADRÕES FILOGENÉTICOS DE COMUNIDADES VEGETAIS EM UM GRADIENTE ALTITUDINAL NA SERRA DO CIPÓ, MINAS GERAIS, BRASIL.”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Marco Antonio Portugal Luttembarck Batalha

Prof. Dr. Victor Satoru Saito

Prof. Dr. Fábio Pinheiro

Resumo: Desde o início dos estudos da ecologia, cientistas se preocupam em explorar como comunidades naturais se estruturam no espaço o no tempo. Montanhas costumam ser ótimos sistemas para estudar esses padrões de diversidade e também como os fatores ambientais podem atuar nessa estruturação. A diversidade filogenética incorpora a história evolutiva das espécies, e juntamente de outros métodos de distribuição de espécies pode ajudar na investigação de padrões biogeográficos. No presente trabalho nós utilizamos quatro métricas de diversidade filogenética e espacial (riqueza filogenética de espécies, variabilidade filogenética de espécies, escore de sobre representação específica e divergência geográfica de nós) e sua relação com filtros ambientais, utilizando o gradiente de altitude da Serra do Cipó, MG, como objeto de estudo e testando a influência do conservadorismo de nicho e da alopatria de nós. Estudamos a flora vascular dos campos rupestres da Serra do Cipó, localizada na Cadeia do Espinhaço, sudeste do Brasil. Colocamos 180 quadrados de 1m² em cinco áreas ao longo do gradiente de altitude (variando de 800 a 1400m) e coletamos todas as espécies de angiospermas presentes nos mesmos. Coletamos também propriedades do solo, declividade e valores de altitude. A variabilidade filogenética de espécies diminuiu com a altitude, enquanto a riqueza filogenética de espécies aumentou. Assim, o número de espécies e a agregação filogenética aumentou em áreas mais elevadas. Ambas as métricas tiveram relações significativas com variáveis edáficas, como pH, Nitrogênio, Fósforo e Potássio, assim nos levando a afirmar que a intensidade dos filtros ambientais também aumentou com a altitude. Enquanto isso, encontramos também três nós alopátricos na filogenia, que separam: Dicotiledôneas de Monocotiledôneas, Eriocaulaceae de Poaceae e Xyridaceae de Cyperaceae. Com isso pudemos revelar os nós com maiores valores de divergência geográfica e ambiental, o que pôde revelar também as mudanças biogeográficas nas suas distribuições. Por fim, concluímos que existe um padrão de diversidade filogenética e estrutural ao longo do gradiente de altitude na Serra do Cipó e também em consequência da grande variação de propriedades do solo. Assim, as espécies vegetais de campos rupestres devem apresentar seus principais traços conservados e serem influenciadas, em maior parte, por filtros ambientais.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional:  https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/11657

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44ª- Mauricio Jose Rosso Pinto- http://lattes.cnpq.br/0029934262855663

Data da Defesa: 21/05/2019

Orientador(a):Prof. Dr. Frederico Yuri Hanai 

Título: “AVALIAÇÃO DE CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE NASCENTES DE CURSOS DE ÁGUA: FERRAMENTA DE SUBSÍDIO À GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS E AO PLANEJAMENTO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Frederico Yuri Hanai

Profa. Dra. Denise Balestrero Menezes

Prof. Dr. Miguel Fernandes Felippe

Resumo: A proteção, conservação, avaliação e monitoramento das fontes naturais de água constituem a base para a Gestão Integrada de Recursos Hídricos e o planejamento de bacias hidrográficas. Entre estas fontes de água, encontram-se as nascentes, definidas como um sistema ambiental marcado por uma feição geomorfológica ou estrutura geológica em que ocorre o afloramento da água subterrânea de modo temporário ou perene, formando canais de drenagem a jusante. As nascentes possuem funções ecológicas e ecossistêmicas fundamentais entre as quais está a manutenção do ciclo hidrológico, sendo necessário desenvolver mecanismos para garantir sua conservação. A presente pesquisa se propôs a investigar, identificar e analisar parâmetros, indicadores e ferramentas relacionadas ao monitoramento de nascentes de cursos d’água, para elaborar uma ferramenta de avaliação integrada de suas condições ambientais, visando subsidiar a Gestão Integrada de Recursos Hídricos (GIRH) e o planejamento de bacias hidrográficas. Para isso, foi desenvolvida uma Revisão Bibliográfica Sistemática (RBS) que permitiu levantar artigos e documentos relacionados à esta temática e identificar as principais abordagens científicas por meio das quais têm se estudado as nascentes. Posteriormente, essas referências bibliográficas foram analisadas com o objetivo de identificar propostas e/ou aplicações de parâmetros, indicadores, ferramentas e/ou instrumentos relacionados à avaliação, conservação, monitoramento, gestão e/ou uso de nascentes, obtendo-se uma listagem que foi validada por meio de três etapas: auto-validação; validação científica e validação social. Este processo forneceu as bases para elaborar o Protocolo de Avaliação Integrada e Monitoramento de Nascentes de Cursos d’Água (PANÁgua), que foi testado em campo e otimizado conforme os resultados desta experiência e os aportes significativos dos especialistas, técnicos e científicos, que participaram da trajetória da pesquisa e da validação. O PANÁgua é uma ferramenta constituída por diferentes etapas de aplicação e categorias de avaliação que integram uma série de parâmetros e indicadores, que permitem determinar o estado de conservação de nascentes de cursos d’água. Esta ferramenta foi utilizada na avaliação de algumas nascentes das microbacias hidrográficas do Ribeirão do Tamanduá e Córrego Mineirinho (São Paulo, Brasil). Alguns dos impactos encontrados foram: a baixa densidade da cobertura de vegetação natural nas APPs, a ocorrência de processos erosivos e de assoreamento a causa das atividades agrícolas e pecuárias que predominam no entorno e a contaminação da água dada pela presença de coliformes totais e a alta condutividade elétrica na maioria das nascentes avaliadas. Por serem microbacias com características de uso e ocupação do solo diferentes, alguns impactos das nascentes da microbacia urbana do Córrego Mineirinho foram evidenciados em condições mais críticas, por exemplo o despejo de esgoto e de resíduos sólidos comuns e perigosos, o escoamento de água pluvial e a severa degradação da integridade física do solo. O PANÁgua mostrou ser uma ferramenta útil e eficiente que sintetiza e apresenta as condições ambientais das nascentes de uma forma coerente, auxiliando aos órgãos ambientais nos processos de tomada de decisões relacionados à Gestão Integrada de Recursos Hídricos e o planejamento de bacias hidrográficas.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

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43ª - Naara Aline Tossani de Melo- http://lattes.cnpq.br/0676680932503748

Data da Defesa: 26/04/2019

Orientador(a):Prof. Dr. Luiz Eduardo Moschini

Coorientador: Prof. Dr. Eduardo Goulart Collares

Título: “INDICADORES GEOAMBIENTAIS PARA A DETERMINAÇÃO DE ÁREAS COM VIABILIDADE ECOTURÍSTICA NO MUNICÍPIO DE SÃO JOÃO DO GLÓRIA, MG”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Luiz Eduardo Moschini

Prof. Dr. Eduardo Goulart Collares

Profa. Dra. Dayana Almeida

Profa. Dra. Mayra Cristina Prado de Moraes Cavaliere

Resumo: A crescente demanda por recursos naturais associadas às atividades antrópicas, tais como, atividade agrícolas, pecuária e expansão das áreas urbanizadas tornam-se os principais fatores que provocam a degradação do ambiente. Sendo, cada vez mais necessário o uso racional destes recursos e ao mesmo tempo suprir as necessidades econômicas da sociedade. As atividades relacionadas ao turismo ecológico têm se mostrado uma excelente ferramenta que auxilia no planejamento territorial devido a capacidade de conciliar a economia com a conservação da paisagem e promover o bem-estar socioeconômico. Desta forma, este trabalho teve como objetivo realizar a caracterização física e biológica do município de São João Batista do Glória, com o intuito de elaborar a Carta de Viabilidade Ecoturística, para que fosse possível a especificação das áreas e seus graus de adequabilidade em termos de turismo e recreação e a classificação dos tipos de paisagem. Os planos de informações utilizados para obtenção da Carta de Viabilidade Ecoturística foram: Elevação; Declividade; Uso e Cobertura do Solo; Precipitação; Temperatura; Formações Geológicas; Proximidade dos Recursos Hídricos e Acessibilidade. Para cada uma das variáveis foram atribuídos pesos, agrupados em quatro classes distintas: 4- bastante adequado; 3- adequado; 2- menos adequado; 1- não adequado. Este documento cartográfico demonstrou que o município de São João Batista do Glória, apresenta um alto potencial ecoturístico sendo que 87,45 % do município, foram considerados como bastante adequado e adequado para as atividades de turismo e recreação, isso é em decorrências das formações geológicas, clima, relevo, declividade, disponibilidade de recursos hídricos, belezas cênicas e devido a 46,75 % da sua área corresponder à unidade de conservação do Parque Nacional Serra da Canastra (PNSC), onde se concentra os principais atrativos alvo de visitações. Entretanto, essas atividades necessitam ser desenvolvidas baseadas em um planejamento adequado, com o intuito de minimizar os impactos negativos que possam comprometer a disponibilidade e manutenção do bem natural, e os riscos à vida que podem ocorrer devido à ausência de sistemas de segurança. O município contempla 33 atrativos turísticos, sendo que destes, 07 foram visitados. O trabalho de campo aliado a carta de viabilidade ecoturística, permitiu realizar a classificação da paisagem que se dividiu em três tipos: Paisagens Naturais, Paisagens Antrópicas e Paisagens Culturais. Como forma de garantir à preservação e conservação do bem natural, é necessário atender aos dispositivos legais coma a Lei Florestal nº 12.651 que aborda principalmente sobre as Áreas de Preservação Permanente, e implementar as diretrizes propostas neste trabalho, que poderá auxiliar os gestores públicos no melhor Ordenamento Territorial, assim como, na formulação de políticas públicas municipais específicas ao ecoturismo, para que este segmento se desenvolva tanto no eixo econômico como também no social e ambiental.

Apoio: FAPESP

URL – Repositório Institucional:  https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/11487

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42ª- Ana Paula Jacó- http://lattes.cnpq.br/5165885895964931

Data da Defesa: 08/03/2019

Orientador(a):Prof. Dr. Reinaldo Lorandi

Coorientador: Prof. Dr. Eduardo Goulart Collares

Título: “ZONEAMENTO GEOAMBIENTAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO SÃO JOÃO (MG) COMO SUBSÍDIO À GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Reinaldo Lorandi

Prof. Dr. Carlos Wilmer Costa

Prof. Dr. Eduardo Goulart Collares

Prof. Dr. Luiz Eduardo Moschini

Resumo: Tendo em vista a importância da preservação e uso sustentável dos recursos hídricos nos dias atuais, frente ao acelerado desenvolvimento social e econômico, este trabalho constitui-se uma ferramenta de contribuição direta na gestão ambiental e dos recursos hídricos da bacia hidrográfica do Rio São João (BH-SJ), que compreende uma área de drenagem de 2.417,7 km² e localiza-se na porção sudoeste do estado de Minas Gerais, Brasil. Esta bacia se caracteriza pela sua diversidade e intensidade de intervenções antrópicas, que afetam direta ou indiretamente seu regime hídrico. O estudo geoambiental, associado a técnicas de zoneamento, se destaca como uma ferramenta essencial de subsídio ao planejamento e gestão do uso do solo. Neste contexto, utilizando-se de técnicas de Zoneamento Geoambiental (ZG) e cruzamento de dados, este trabalho buscou elaborar documentos cartográficos interpretativos como forma de subsídio ao planejamento territorial e gestão dos recursos hídricos da bacia em estudo, tendo por base a realização de um diagnóstico integrado entre disponibilidade e demanda hídrica. Dentre os documentos cartográficos elaborados, destacam-se como principais: Carta da Disponibilidade Hídrica Superficial; Cartas da Demanda Hídrica Superficial e Subterrânea; Carta das Ações Antrópicas Pontuais e a Carta do Zoneamento Geoambiental quanto ao Potencial de Estresse Hídrico da BH-SJ, os quais foram elaboradas em escala de 1:50.000 no ambiente SIG a partir do mapeamento e cruzamento de dados intermediários classificados como atributos geoambientais. Os resultados obtidos nas Cartas de Disponibilidade e Demanda Hídrica evidenciam as feições da bacia que apresentam as maiores e as menores ocorrências destes dois componentes, destacando as áreas de acordo com seus níveis de prioridade. Foram adotados termos semelhantes para a classificação da ocorrência dos componentes: muito baixa, baixa, média, alta e muito alta. A Carta das Ações Antrópicas Pontuais evidenciou que os usos consuntivos dos recursos hídricos na bacia podem ir muito além dos valores estimados devido à intensidade de ocorrência e a deficiência no cadastro de usuários pelos órgãos competentes. A Carta do Zoneamento Geoambiental quanto ao Potencial de Estresse Hídrico foi elaborada a partir do cruzamento entre os resultados de disponibilidade e demanda hídrica. Utilizando-se da compartimentação da área de estudo em Microbacias (Mbs), obteve-se o diagnóstico de ocorrência do potencial de estresse hídrico nas 581 Mbs e apresentaram a seguinte classificação: Muito Baixo (17Mbs); Baixo (344 Mbs); Médio (146 Mbs); Alto (70 Mbs); Muito Alto (4 Mbs). As Mbs classificadas com potencial alto e muito alto de estresse hídrico são caracterizadas pelo elevado índice de intervenções antrópicas em seus recursos hídricos, desta forma se enquadram na classe de alta prioridade para medidas que visem aprimorar a gestão de uso nestes locais. Considera-se que os resultados desta pesquisa representam uma ferramenta efetiva de subsídio à gestão e suporte à decisão, frente à viabilidade de análise integrada do território desta bacia, visando o uso sustentável dos recursos hídricos e a prevenção ou mitigação de possíveis conflitos de uso nas áreas que apresentam os maiores potenciais ao estresse hídrico gerado pelo uso excessivo deste recurso.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/11416

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41ª- Luís Fernando de Abreu Pestana- http://lattes.cnpq.br/9247462409885978

Data da Defesa: 26/02/2019

Orientador(a):Profa. Dra. Andrea Lucia Teixeira de Souza

Coorientador: Prof. Dr. Marcel Okamoto Tanaka

Título: “COMUNIDADES DE MACROINVERTEBRADOS DE SOLO RESPONDEM À RESTAURAÇÃO E À FERTILIDADE DO SOLO DE FLORESTAS RIPÁRIAS?”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Andrea Lucia Teixeira de Souza

Prof. Dr. Victor Satoru Saito

Prof. Dr. Guilherme Rossi Gorni

Resumo: Áreas ripárias tropicais, consideradas como essenciais devido ao seu elevado valor ecológico para qualidade de água, estabilização do solo e conservação da biodiversidade, constituem um exemplo de zonas intensivamente degradadas por atividades agropecuárias. A restauração ecológica, que conduz procedimentos de intervenção de ambientes degradados visando o reestabelecimento de suas funções ecossistêmicas, é um dos mecanismos existentes para minimizar os efeitos antrópicos de degradação. Para o sucesso de uma restauração, um dos fatores essenciais é a qualidade do solo, que mantém a produtividade vegetal e animal de um ecossistema. Para avaliar estas condições, os macroinvertebrados de solo são importantes indicadores das condições de um ecossistema, já que variam com mudanças da qualidade de solo e vegetação. Entretanto, há poucos estudos que consideram estes organismos em áreas de restauração, considerando também as condições de solo. Avaliamos neste estudo se a estrutura e composição das comunidades de macroinvertebrados de solo respondem ao gradiente de restauração em que estam situadas, bem como à disponibilidade de nutrientes do substrato. Conduzimos o estudo em uma área ripária inserida em um contexto agropecuário. Avaliamos a diversidade e composição de macroinvertebrados de solo em três tipos de vegetação adjacentes caracterizados por estarem em diferentes estágios de sucessão - pastagem, área em processo de restauração e fragmento florestal remanescente. A área sob restauração foi manejada através da reintrodução de dez espécies arbóreas nativas da região há cinco anos, projeto implantado em uma área anteriormente usada como pastagem. Além disso, a área que engloba os três tipos de vegetação está sobre um gradiente longitudinal de fertilidade do solo. Obtivemos as variáveis de caracterização ambiental da área (estrutura da vegetação e química do solo). Obtivemos a macrofauna pelo método “pitfall” e identificamos ao nível de morfoespécie. Os indicadores da estrutura das comunidades de macroinvertebrados de solo responderam de forma diferente às condições ambientais. Abundância e riqueza, apesar de indicarem diferenças entre os tipos de vegetação, evidenciando maiores valores no restauro, seguido de pasto e mata, quando utilizados sozinhos podem não fornecer informações importantes sobre os fatores que determinam a estrutura de comunidades de macroinvertebrados que habitam a serapilheira, já que os índices de diversidade, dominância e equitatividade demonstraram que a qualidade do solo também influencia positivamente as comunidades, com maiores diversidades e uniformidades em ambientes com maior disponibilidade de nutrientes. Assim, os índices que consideram a abundância relativa combinado com índices de riqueza parecem ser mais eficazes. Ambientes simplificados e em restauração sofrem efeito positivo com os nutrientes através do aumento da produtividade vegetal, aumentando a disponibilidade de recursos e habitats, o que reflete no aumento da diversidade e  uniformidade das comunidades. Sobre a composição das comunidades, 3 fatores são determinantes para sua estruturação: O tipo de vegetação existente; a disponibilidade de nutrientes, que afeta a produtividade; e a presença de gramíneas. Comunidades de áreas em restauração com aporte de nutrientes e com baixa porcentagem de gramíneas indicam uma aproximação com comunidades de matas remanescentes.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

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40ª- Jéssica Akemi Hitaka Soares- http://lattes.cnpq.br/2209533562851030

Data da Defesa: 25/02/2019

Orientador(a):Prof. Dr. Marcel Okamoto Tanaka

Coorientadora: Profa. Dra. Andréa Lúcia Teixeira de Souza

Título: “FUNÇÕES ECOSSISTÊMICAS DE FLORESTAS RIPÁRIAS: ANÁLISE DAS TAXAS DE DECOMPOSIÇÃO FOLIAR EM UM GRADIENTE DE FERTILIDADE DE SOLO”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Marcel Okamoto Tanaka

Profa. Dra. Marcela Bianchessi da Cunha Santino

Prof. Dr. Alberto Carlos de Campos Bernardi

Resumo: Um indicador potencial no monitoramento de áreas restauradas é a decomposição, importante função ecossistêmica responsável pela ciclagem de nutrientes, cujo processo pode variar em relação aos nutrientes do solo e a estrutura da vegetação. Por este motivo, nosso estudo avaliou o processo de decomposição da matéria orgânica utilizando o método do Índice do Saquinho de Chá (do inglês, Tea Bag Index – TBI) entre três tipos de vegetação: 1) floresta ripária restaurada, 2) área degradada e 3) um remanescente de floresta ripária, situados num gradiente de nutrientes de solo, possibilitando avaliar conjuntamente os efeitos diretos e indiretos dos nutrientes e da estrutura da vegetação no processo de decomposição. O modelo de equações estruturais mostrou que as taxas de decomposição foram influenciadas conjuntamente pelas diferenças da composição química do solo e pela estrutura da vegetação. A estrutura da vegetação apresentou um efeito negativo na taxa de decomposição ao restringir a entrada de luminosidade no solo e consequentemente, diminuir a atividade da comunidade decompositora. Diferentemente, a composição química do solo apresentou um efeito direto e indireto positivo (via vegetação) na decomposição ao aumentar o crescimento e a composição dos organismos decompositores. Portanto, para o monitoramento adequado é necessário avaliar o processo de decomposição conjuntamente com a composição química do solo (nutrientes) e a estrutura da vegetação para analisar a intensidade de efeito de cada um e evitar que um encubra o efeito do outro

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional:  

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39ª- Gisele Sant'Ana Fiorini- http://lattes.cnpq.br/3442214713492608

Data da Defesa: 07/02/2019

Orientador(a):Profa. Dra. Erica Pugliesi

Título: “COMPRAS PÚBLICAS SUSTENTÁVEIS: proposta metodológica e análise dos critérios socioambientais utilizados em editais de licitações de dois campi da Universidade de São Paulo”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Erica Pugliesi

Prof. Dr. Wellington Cyro de Almeida Leite

Profa. Dra. Clauciana Schmidt Bueno de Moraes

Resumo: Os debates em torno do conceito das compras públicas sustentáveis têm ganhado mais espaço nas diretrizes de gestão pública, mesmo que grande parte dos órgãos públicos ainda desconheça ou não faça uso destas práticas. O objetivo deste trabalho foi verificar se os critérios socioambientais de compras públicas sustentáveis previstos nas legislações brasileiras estão sendo incorporados nas licitações governamentais. Para tanto, foi feita uma revisão bibliográfica a respeito das compras públicas sustentáveis no Brasil, sendo levantadas as principais legislações que visam normatizar e regulamentar a utilização desta prática, identificados os benefícios de sua utilização e os obstáculos enfrentados pela administração pública para a sua implantação. Foi proposta uma metodologia para a identificação de critérios socioambientais nas aquisições da administração pública para a compra sustentável de microcomputadores, baseada na avaliação do ciclo de vida do produto e nas legislações pertinentes. Após a identificação dos critérios foi feita a análise de como estes podem ser evidenciados de maneira objetiva nos editais de licitações. Como resultado desta proposta metodológica, foi confeccionada a Matriz de Identificação dos Critérios Socioambientais para a Aquisição de Microcomputadores. Posteriormente, foi realizado um estudo de caso para analisar a utilização de critérios socioambientais nos editais de licitações para aquisição de microcomputadores de dois campi da Universidade de São Paulo. A crescente quantidade de legislações referente às compras públicas sustentáveis no passar dos anos mostra a importância do tema para os órgãos públicos. A metodologia proposta para identificação de critérios socioambientais nas aquisições da administração pública se mostrou eficaz, podendo ser ampliada para a aquisição de outros bens, desde que adaptada de acordo com a análise do ciclo de vida do produto e com a legislação pertinente ao bem ou serviço que será adquirido. O estudo de caso desenvolvido demostrou uma baixa incorporação dos critérios socioambientais nos editais de licitação da USP, porém uma forma eficiente de garantir o cumprimento da legislação pertinente às compras públicas sustentáveis, é a incorporação destes critérios nas informações fixas do edital modelo pré-aprovado pela universidade. A solicitação de certificações ambientais se mostrou uma importante ferramenta para evidenciar o atendimento dos critérios socioambientais nas aquisições de microcomputadores. Diante desses resultados, conclui-se que, de forma geral, há uma quantidade significativa de legislações que exigem e amparam a utilização de critérios de sustentabilidade nas compras públicas, porém estas são ignoradas pela administração pública, tanto pelo órgão executor da licitação, quanto pelo órgão fiscalizador das contas públicas. Almeja-se que as compras públicas sustentáveis sejam a regra e não a exceção em um futuro próximo, onde a administração pública deve atuar como protagonista, incorporando critérios e boas práticas de sustentabilidade em suas atividades e em seus editais de contratações de bens e serviços, contribuindo para as mudanças nos padrões de produção e consumo da sociedade em prol do desenvolvimento sustentável.

Apoio: Não recebi financiamento

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/11150

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38ª- Maria Luiza Appoloni Zambom- http://lattes.cnpq.br/6531658001829167

Data da Defesa: 06/11/2018

Orientador(a):Profa. Dra. Renata Bovo Peres

Título: “POLÍTICAS PÚBLICAS MUNICIPAIS E GESTÃO DE FAUNA SILVESTRE VITIMADA PELO COMÉRCIO ILEGAL DE ANIMAIS: ANÁLISE DOS MUNICÍPIOS PAULISTAS QUE POSSUEM CETAS E CRAS”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Renata Bovo Peres

Prof. Dr. Luciano Elsinor Lopes

Profa. Dra. Angela Maria Branco

Resumo: O presente trabalho enfoca aspectos relacionados à gestão municipal da fauna silvestre vitimada pelo comércio ilegal (tráfico). O objetivo principal consiste em analisar políticas públicas de gestão da fauna silvestre vitimada pelo tráfico dos 14 municípios paulistas que possuem CENTRO DE TRIAGEM DE FAUNA SILVESTRE, também conhecido como CETAS, e o CENTRO DE REABILITAÇÃO DA FAUNA SILVESTRE NATIVA, ou CRAS em funcionamento. A hipótese é a de que as políticas públicas locais que envolvem tal temática encontram-se em estágio ainda inicial de desenvolvimento. A presente pesquisa apresenta uma abordagem qualitativa e sua metodologia faz uso de pesquisa bibliográfica, pesquisa documental na busca por instrumentos legislativos municipais que tratam de políticas públicas de gestão da fauna silvestre sobre o enfrentamento ao tráfico de animais, e da realização de entrevistas com os responsáveis pelos órgãos ambientais municipais (grupo 1), com os dirigentes dos CETAS/CRAS paulistas (grupo 2) e com especialistas (grupo 3). Os principais resultados obtidos corroboram a hipótese inicial do estudo, na medida em que a maioria dos instrumentos normativos municipais encontrados envolvem apenas campanhas educativas municipais, semanas temáticas e datas comemorativas para a proteção, defesa e bem-estar dos animais, com foco nos domésticos (cães e gatos). Como se pretende demonstrar, a exceção fica por conta do município de São Paulo, cujos instrumentos normativos determinam, entre outras coisas, que a cidade deve coibir o tráfico de animais silvestres, implantar o Centro de Triagem de Animais Silvestres e o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres e criar a Frente Parlamentar de Proteção e Defesa dos Animais. O resultado observado sugere, portanto, que 13 dos 14 municípios analisados ainda precisam desenvolver suas ferramentas legais de gestão da fauna. Notou-se também que as relações institucionais entre os CETAS e CRAS e os órgãos ambientais municipais também encontra-se em estágio inicial de desenvolvimento. Cabe ressaltar, ainda, que dos 14 municípios analisados, apenas o município de São Paulo possui um sistema de gestão de fauna mais avançado. É importante considerar que este município, sendo a capital do Estado, possui estrutura e capacidade administrativa singulares em relação às demais cidades analisadas. Muitas vezes, a problemática do tráfico de animais não é envolvida sequer nas ações de educação ambiental desenvolvidas pelos órgãos ambientais municipais, havendo ainda enorme distanciamento e despreocupação em relação à temática por parte da maioria dos gestores dos órgãos ambientais municipais. Por fim, o trabalho propõe que um modelo municipal para a gestão da fauna, com foco no enfrentamento ao tráfico de animais, deve envolver ao menos os seguintes elementos: um setor ou departamento específico na Prefeitura Municipal, de preferência que faça parte do órgão ambiental municipal e cujos funcionários tenham formações na área; um conselho municipal deliberativo com uma composição paritária de membros do Poder Público local, sociedade civil organizada e representantes de diversos setores cujos interesses sejam a proteção e conservação da fauna; um fundo municipal específico que possa conter recursos financeiros a serem usados para viabilizar essa gestão; um CETAS ou um CRAS existente no município ou em municípios próximos. Para tanto, é preciso que o sistema de gestão de fauna estadual possa articular sua atuação com os municípios.

Apoio: Não recebi financiamento

URL – Repositório Institucional:  

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37ª- Larissa Pedrolongo da Silva- http://lattes.cnpq.br/2695360861372019

Data da Defesa: 22/08/2018

Orientador(a):Prof. Dr. Rodolfo Antônio de Figueiredo

Coorientador: Prof. Dr. Amadeu José Montagnini Logarezzi

Título: “CONTRIBUIÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA FORMAÇÃO DE SUJEITOS EX-MORADORES DE RUA DA CIDADE DE SÃO CARLOS”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Rodolfo Antônio de Figueiredo

Prof. Dr. Amadeu José Montagnini Logarezzi

Profa. Dra. Jarina Rodrigues Fernandes

Profa. Dra. Silvia Aparecida Martins dos Santos

Resumo: Os problemas ambientais têm despertado a preocupação com o futuro do planeta e as condições de vida e de sobrevivência das futuras gerações e dos outros seres vivos, devido a uma série de impactos alarmantes e crescentes, entre eles a poluição e as mudanças climáticas que têm causado a falta de água em vários locais. Com isso, a percepção ambiental e a relação do ser humano com a água tornaram-se objeto de estudo de várias/os pesquisadoras/es. Outra questão preocupante é o aumento do número de indivíduos moradores de rua e a relação que estes estabelecem entre si e com seu ambiente. A educação tem potencial para, ao trabalhar com a população em geral, contribuir com a busca de soluções para esses problemas sociais e ambientais. Com isso, a presente pesquisa tem por objetivo conhecer a relevância de atividades em educação ambiental para a formação de sujeitos ex-moradores de rua da cidade de São Carlos, interior de São Paulo. Na pesquisa foi adotada a Metodologia de Investigação Comunicativa que tem como um de seus objetivos mudar a autoimagem das/os participantes, gerando transformações nas relações sociais e culturais com seu entorno. Essa se insere no conceito de Aprendizagem Dialógica que visa superar os diferentes tipos de segregação social por meio de princípios rigorosos, baseados na dialogicidade, de Freire, e na ação comunicativa, de Habermas. Os participantes desta pesquisa foram treze homens, ex-moradores de rua, os quais vivem em uma ONG religiosa, que abriga e auxilia homens a deixarem a vida nas ruas, e participam da turma de MOVA, em que a autora desta pesquisa é educadora. Na primeira parte deste trabalho, realizou-se uma entrevista em profundidade com os participantes, para conhecer sua percepção ambiental e da água e, em seguida, procedeu-se a uma discussão comunicativa. A fala de cada um foi analisada em paralelo com as percepções de indivíduos ribeirinhos de Cachoeira de Emas e de indivíduos urbanos da cidade de São Carlos, apresentadas em trabalho de outro autor. Na segunda parte, realizaram-se atividades comunicativas de êxito, denominadas grupos interativos, reanálise da entrevista e discussões comunicativas. As atividades dos grupos interativos foram planejadas com base na percepção dos educandos em relação à água e baseadas na teoria da complexidade, voltada para a educação, em que as atividades sensibilizam os educandos e os levam a conhecer todas as áreas que envolvem uma temática. No caso desta pesquisa, a temática escolhida pelos educandos foi a questão da água na microbacia do Córrego do Gregório, em São Carlos-SP. As falas foram analisadas de acordo com as categorias: “uso dos recursos hídricos” e “ acesso à água”, e foram subdivididas em transformadoras e obstaculizadoras. Concluiu-se que os indivíduos, ex-moradores de rua, possuem uma percepção da água que se aproxima tanto à dos ribeirinhos, quanto à dos indivíduos urbanos devido as suas vivências, experiências e cultura. E, também, que as atividades aqui empregadas para tratar de temáticas ambientais, particularmente a questão da água, utilizando o conceito de Aprendizagem Dialógica e, aliadas a uma abordagem complexa, auxiliam no desenvolvimento de um pensamento crítico com vistas à superação da injustiça nas relações sociais e da degradação nas relações com o ambiente.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001/FAPESP

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/10574

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36ª- Gabriel Guariglia Perez- http://lattes.cnpq.br/1287735043243674

Data da Defesa: 22/08/2018

Orientador(a):Prof. Dr. Vandoir Bourscheidt

Coorientador: Prof. Dr. Luciano Elsinor Lopes

Título: “USO DE IMAGENS DO SENTINEL 2 NA ESTIMATIVA DE PARÂMETROS BIOFÍSICOS DA VEGETAÇÃO EM ÁREAS DE MATA ATLÂNTICA”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Vandoir Bourscheidt

Prof. Dr. Luciano Elsinor Lopes

Prof. Dr. Thiago Sanna Freire Silva

Prof. Dr. Fabio Marcelo Breunig

Resumo: Informações sobre parâmetros biofísicos da vegetação podem ser usadas para as mais diversas aplicações, e o sensoriamento remoto vem se mostrando uma boa ferramenta para obtê-las. Neste estudo foi investigada a possibilidade de usar imagens do Sentinel 2 para estimar parâmetros biofísicos da vegetação medidos em campo e com LiDAR (Light Detection and Ranging). O trabalho foi feito em áreas de Mata Atlântica no estado de São Paulo (Brasil) usando três imagens do Sentinel 2. Adicionalmente, foi utilizada uma imagem Landsat-8/OLI por proximidade temporal com os dados LiDAR, testado o efeito da aplicação de correção topográfica nas imagens e feita uma análise de espectros de reflectância de folhas em laboratório. As variáveis de campo analisadas foram altura, DAP (Diâmetro à Altura do Peito), porcentagem de cobertura e número de indivíduos. As variáveis LiDAR foram altura dos primeiros ecos, altura dos últimos ecos e quantidade de ecos por pulso. Um total de 26 variáveis foram extraídas para comparação com as imagens em modelos de regressão OLS (Ordinary Least Squares) e RF (Random Forest). Essas comparações foram feitas com as bandas de forma individual, com os índices de vegetação RVI (Ratio Vegetation Index), NDVI (Normalized Difference Vegetation Index), SAVI (Soil Adjusted Vegetation Index), EVI (Enhanced Vegetation Index), NDWI (Normalized Difference Water Index), NDI45 Normalized Difference Index B4 and B5), IRECI (Inverted Red-Edge Chlorophyll Index) e S2REP (Sentinel 2 Red Edge Position), e com todas as razões possíveis entre duas bandas. Os resultados mostram que muitos dos parâmetros biofísicos tem relação com as imagens (r² de até 0,62), e a correção topográfica parece ter efeito positivo nas estimativas, principalmente das variáveis derivadas de LiDAR. Os melhores modelos gerados para os dados de campo foram regressões múltiplas entre bandas do Sentinel 2 e a altura das árvores, cobertura do dossel e biomassa. Para os dados LiDAR, os resultados foram melhores que os de campo, principalmente em regressões múltiplas entre bandas do Sentinel 2 e altura e cobertura do dossel. Dentre as imagens, a que apresentou melhores relações com os parâmetros biofísicos foi a de 26 de dezembro de 2016 do Sentinel 2. Os resultados da validação dos modelos LiDAR mostram que eles podem ser usados em áreas diferentes da mesma imagem em que foram treinados e também podem ser usados em imagens diferentes desde que seja aplicada uma correção atmosférica apropriada. De maneira geral, índices de vegetação não tiveram resultados melhores que as bandas individuais. Dentre as bandas, destaca-se o papel de B5 (705 nm, red-edge) no sucesso dessas estimativas, o que é confirmado pelos resultados da análise de espectros de reflectância feita em laboratório. Para trabalhos futuros, recomenda-se investigar melhor o comprimento de onda próximo a 705 nm e o potencial da banda 5 do Sentinel 2. Para a criação de modelos que possam ser usados em outras imagens, recomenda-se a utilização de imagens do Sentinel 2 em nível 2A (reflectância de superfície), que estarão disponíveis globalmente até o fim de 2018. Por fim, recomenda-se considerar outras variáveis, como classes de estágio sucessional, e a comparação das imagens com outras fitofisionomias.

Apoio: Não recebi financiamento

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/10609

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35ª- Camila Marques dos Santos- http://lattes.cnpq.br/9813988620236704

Data da Defesa: 08/08/2018

Orientador(a):Prof. Dr. Celso Maran de Oliveira

Coorientador: Dr. Leonardo Estevam de Assis Zanini

Título: “MAPEAMENTO DOS CONFLITOS AMBIENTAIS E URBANÍSTICOS MEDIANTE LEVANTAMENTO DE AÇÕES CIVIS PÚBLICAS E TERMOS AJUSTAMENTO DE CONDUTA - ESTUDO DE CASOS DA CIDADE DE SÃO CARLOS-SP”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Celso Maran de Oliveira

Prof. Dr. Sergio de Oliveira Médici

Prof. Dr. Renato Cassio Soares de Barros

Resumo: Este trabalho apresenta uma proposta metodológica para mapeamento de conflitos ambientais e urbanísticos por meio de levantamento de dados no município de São Carlos – SP no período de 2006 a 2016. A metodologia consistiu em: em revisão bibliográfica, atividade de campo, elaboração de bancos de dados, análise quantitativa, caracterização e mapeamento. A revisão bibliográfica buscou agrupar o maior número de informações possíveis acerca dos objetos da pesquisa. Os dados foram obtidos por meio de análise documental dos principais instrumentos judiciais que visam à proteção de interesses difusos e coletivos (Ações Civis Públicas e Termos de Ajustamento de Conduta que correram na Justiça Estadual e Federal). Foram criados dois bancos de dados para cada instrumento legal, que possibilitaram realizar analises quantitativas, que mediram a duração, natureza, autores e réus. A caracterização foi realizada após a identificação das obrigações constantes e a criação de assuntos e subassuntos, que permitiu identificar os principais conflitos encontrados. O mapeamento foi feito por meio do software Google Earth Pro, utilizando a localização geográfica encontrada nos documentos analisados. Estes dados foram sucessivamente importados em um Sistema de Informações Geográficas (SIG), que possibilitou a criação de uma base de dados geográficos e a análise estatística de dados espaciais. O software usado foi o ESRI ArcGIS (v.10.3). Assim, foi possível realizar o armazenamento e processamento de dados, além da documentação de informações geográficas e confecção de mapas dos conflitos ambientais e urbanísticos. Os bancos de dados permitiram conhecer os conflitos para criar parâmetros para pesquisas futuras.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001/FAPESP

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/11061

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34ª- Carolina Giraldo Hernández- http://lattes.cnpq.br/0446564854748436

Data da Defesa: 03/08/2018

Orientador(a):Prof. Dr. Marcel Okamoto Tanaka

Título: “EFEITOS DE FLORESTAS RIPÁRIAS EM RESTAURAÇÃO NA ESTRUTURA DE COMUNIDADES DE MACROINVERTEBRADOS AQUÁTICOS E NAS TAXAS DE DECOMPOSIÇÃO DE MATÉRIA ORGÂNICA”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Marcel Okamoto Tanaka

Prof. Dr. Victor Satoru Saito

Prof. Dr. Juliano José Corbi

Resumo: As florestas ripárias têm um papel muito importante na proteção dos cursos de água e como fonte de energia para as comunidades aquáticas em riachos de baixa ordem; assim, a entrada de material alóctone influencia as cadeias tróficas e cria microhabitats que influenciam a composição e distribuição espacial dos macroinvertebrados aquáticos. Estes organismos, por sua vez, são responsáveis pela incorporação do material vegetal na produção secundária e pela decomposição da matéria orgânica. Portanto, a restauração da vegetação ripária, embora seja frequentemente realizada em pequena escala espacial, pode ter efeitos positivos sobre a biota aquática. Este estudo avaliou os efeitos da restauração de florestas ripárias sobre a estrutura de comunidades de macroinvertebrados aquáticos e as taxas de decomposição de matéria orgânica em riachos de baixa ordem no sudeste brasileiro. Foram comparados três tipos de riachos, 1) com floresta ripária natural, 2) com floresta ripária em restauração, e 3) com zona ripária alterada por atividade antrópica, nos quais foram selecionados trechos de 150m para estudar as características do substrato do leito dos riachos (pequena escala espacial), da floresta ripária (média escala) e do uso e ocupação do solo da bacia (grande escala). Os riachos em restauração apresentaram um estado intermediário entre os riachos agrícolas e naturais em relação à composição de macroinvertebrados aquáticos, mostrando que a restauração de florestas ripárias tem efeito positivo sobre a diversidade das comunidades nos riachos. Embora a restauração não tenha apresentado um efeito positivo sobre as taxas de decomposição de matéria orgânica, a velocidade da correnteza teve efeito significativo, sendo maior nos riachos agrícolas, mostrando que outros fatores medidos nos riachos em diferentes escalas, modulados pelo porcentual de ocupação do solo por florestas ripárias, podem influenciar esta função ecossistêmica através de interações complexas.

Apoio: CNPq

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/10539

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33ª-  Danika Andrea Castillo Ospina - http://lattes.cnpq.br/6001184273937230

Data da Defesa: 24/07/2018

Orientador(a):Prof. Dr. Frederico Yuri Hanai

Título: “INDICADORES PARA A INTEGRAÇÃO DA GESTÃO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS E O PLANEJAMENTO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Frederico Yuri Hanai

Profa. Dra. Renata Bovo Peres

Prof. Dr. Denilson Teixeira

Resumo: As águas subterrâneas são fonte vital para o desenvolvimento e manutenção da sociedade e do ecossistema hídrico e do solo, portanto é imperativo que as políticas e os instrumentos de gestão ambiental devam estar direcionados a preservar e proteger estes recursos hídricos. Contudo, evidências da perfuração indiscriminada de poços e a contaminação dos aquíferos, como consequência da forma de ocupação do solo, da disposição final dos resíduos líquidos e sólidos, da densidade populacional e do pouco interesse dirigido à gestão das águas subterrâneas, ameaçam a inércia do ciclo hidrológico e a saúde pública e do meio ambiente. Com o passar do tempo, as políticas e os instrumentos da gestão de recursos hídricos têm mostrado a necessidade de abordagens de articulação com o planejamento de uso do solo, demonstrado por diversos estudos que propõem metodologias e instrumentos técnicos que integram as águas subterrâneas como elemento de risco. No entanto, não consideram a necessidade de diretrizes para a integração da gestão e o planejamento, já que a gestão de águas subterrâneas (GAS) e planejamento de uso e ocupação do solo (PUOS) são processos dinâmicos e de relevantes interações. Assim, este estudo investigou, analisou e sugeriu indicadores para uma abordagem integrada entre a GAS e PUOS. Para isso foram empregados os seguintes procedimentos metodológicos: 1) a Revisão Bibliográfica Sistemática (RBS), a fim de gerar informações sobre os critérios, aspectos e indicadores potenciais para uma abordagem integradora; 2) a Definição de indicadores potenciais para a abordagem integrada entre GAS e o PUOS, usando critérios de seleção, princípios e descritores definidos 3) o Estabelecimento de prioridades entre indicadores usando o método de priorização ou hierarquização AHP (Analytic Hierarchy Process); 4) a Elaboração e análise da estrutura de indicadores adotando a metodologia de validação 3S e o índice de validade de conteúdo (IVC). Estes processos mostraram que nos últimos 17 anos, as ferramentas identificadas estão mais direcionadas aos aspectos técnicos das águas subterrâneas (monitoramento, dimensionamento do recurso, intensidade de uso) de maneira muito ampla e não tão aprofundadas sobre os aspectos de gestão, gerenciamento e planejamento (participação, avaliação da efetividade de normas sobre GAS e PUOS). Apesar disso, estabeleceu-se uma estrutura de indicadores operacional, funcional, abrangente e consolidada, composta de 20 princípios, 64 descritores e 45 indicadores. Para isso, foram indispensáveis procedimentos sistematizados de seleção, análise e validação dos indicadores propostos. Entretanto, sugere-se estudos futuros para o emprego da estrutura de indicadores de GAS e PUOS, assim como trabalhos para avaliar a sua aplicabilidade em um estudo de caso, com realidades socioeconômicas, políticas e ambientais específicas.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/10652

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32ª-  Anayra Giacomelli Lamas Alcantara - http://lattes.cnpq.br/1565963325417191

Data da Defesa: 20/07/2018

Orientador(a):Prof. Dr. Frederico Yuri Hanai

Título: “SENSIBILIZAÇÃO PARA A CONSERVAÇÃO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS: UM ESTUDO EM ÁREAS DE RECARGA DO AQUÍFERO GUARANI EM BACIAS HIDROGRÁFICAS DO ESTADO DE SÃO PAULO”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Frederico Yuri Hanai

Prof. Dr. Rodolfo Antônio de Figueiredo

Profa. Dra. Solange Terezinha de Lima Guimarães 

Resumo: As águas subterrâneas representam uma das principais fontes de água doce disponíveis para o consumo da humanidade. Apesar disso, são amplamente desconhecidas, fato que pode estar relacionado às distorções na percepção ambiental causada pela não-visibilidade desta água. Poucas são as iniciativas que visam contemplar a conservação da água subterrânea e mais raros são os trabalhos e estudos voltados à sensibilização, à percepção e à compreensão pela população dos processos que envolvem esse importante recurso. Dessa forma, a pesquisa teve o objetivo de investigar os processos de sensibilização voltados à conservação destas águas, com enfoque nas Unidades de Gerenciamento de Bacias Hidrográficas do Pardo (UGRHI-04) e do Tietê/Jacaré (UGRHI-13), estratégicas no tocante às ações de conservação do Aquífero Guarani. Para tanto, esta pesquisa de caráter exploratório foi dividida nas seguintes etapas: embasamento teórico construído a partir de revisão bibliográfica sistemática; levantamento, categorização e análise dos materiais e recursos didáticos sobre a temática; compilação de diretrizes e princípios norteadores essenciais para o desenvolvimento de futuros materiais que favoreçam a percepção e o conhecimento dos sistemas aquíferos e a sensibilização dos usuários, realizada a partir de abordagem participativa junto a colaboradores da pesquisa; desenvolvimento, aplicação e avaliação de uma vivência de sensibilização para a conservação das águas subterrâneas, voltada à realidade das UGRHIs estudadas, junto a colaboradores da pesquisa. Os resultados encontrados evidenciaram a pouca expressividade de materiais e recursos didáticos existentes sobre a temática nas áreas estudadas, disponibilizando os recursos localizados e as oportunidades de melhoria de tais materiais. A partir da contribuição de especialistas na área, as diretrizes sugeridas neste trabalho apontam para a importância da elaboração de recursos com qualidade técnica em relação aos conteúdos textuais e gráficos, e de que sejam interativos, criativos, envolventes, inclusivos e direcionados à realidade local, contextualizados e problematizados. A vivência desenvolvida mostrou-se efetiva para facilitar a percepção e a sensibilização do participante, de acordo com a avaliação dos colaboradores, constituindo uma possibilidade de recurso a ser utilizado por aqueles que desejam atuar no campo da sensibilização. Com isso, esta pesquisa contribui para o acréscimo de conhecimento e proporciona novas oportunidades de pesquisas nesta relevante área.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/10510

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31ª-  Gabriela Francisco Pegler - http://lattes.cnpq.br/2606694228813096

Data da Defesa: 20/06/2018

Orientador(a):Adriana Maria Zalla Catojo

Coorientadora: Dra. Aline Ribeiro Machado

Título: “AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DE GESTÃO DE PESQUISA NOS PARQUES ESTADUAIS DE SÃO PAULO”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Adriana Maria Zalla Catojo

Prof. Dr. Luiz Eduardo Moschini

Profa. Dra. Aline Ribeiro Mahado

Prof. Dr. Victor Eduardo Lima Ranieri

Resumo: As Unidades de Conservação (UC) são considerados os elementos mais importantes para conservação da biodiversidade. Um dos pilares que sustentam a gestão dessas áreas é a pesquisa científica, que proporciona a obtenção de conhecimentos indispensáveis à conservação do patrimônio ambiental e histórico-cultural. O objetivo geral do presente trabalho foi avaliar o estado atual e propor melhorias na gestão de pesquisa dos Parques Estaduais de São Paulo à luz de boas práticas da Gestão do Conhecimento já existentes. Por meio da análise dos Programas de Pesquisa presentes nos Planos de Manejo das Unidades, identificamos os principais aspectos que alicerçam a gestão de pesquisa e avaliamos sua eficácia dentro do contexto atual de cada Parque e para o sistema (conjunto de Parques). Os principais desafios apontados na avaliação estiveram relacionados à falta de garantia quanto ao retorno dos resultados das pesquisas para gestão das áreas; a insuficiência de recursos humanos direcionados à execução das atividades previstas nos Programas de Pesquisa e o processo de monitoramento realizado sem periodicidade e sistematização. Pudemos observar ainda a baixa correlação entre Planos de Manejo e Programas de Pesquisa bem estruturados e desempenho satisfatório das ações previstas nesses documentos, sugerindo que o processo de gestão da pesquisa nessas áreas não necessariamente está sendo direcionado por algum instrumento de planejamento.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/10374

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30ª-  Murilo Otávio Cassimiro - http://lattes.cnpq.br/3427583614605440

Data da Defesa: 14/06/2018

Orientador(a):Prof. Dr. Juliano Costa Gonçalves

Título: “PERCEPÇÕES DOS RECURSOS AMBIENTAIS (TERRA, ÁGUA, PLANTAS E ANIMAIS) NO ASSENTAMENTO SANTA HELENA - SÃO CARLOS/SP”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Juliano Costa Gonçalves

Prof. Dr. Rodrigo Constante Martins

Prof. Dr. Rafael Alves Orsi

Resumo: Os seres humanos sempre se relacionaram com os recursos ambientais, na busca por progredir e desenvolver o local em que vivia, visando também garantir um futuro aos descendentes. Essa relação foi sendo transformada ao passar dos anos, com o desenvolvimento industrial, agrícola e tecnológico, elas passaram a ser mais frias. No ambiente do campo, as pessoas que dali vivem e se desenvolvem, costumam ter uma maior afetividade para com os recursos, a presença constante entre eles fortalece essas relações, desse modo, os Assentamentos Agrários são locais onde há uma maior conexão dos seres e do ambiente. Saber como essas pessoas construíram suas relações com os recursos e o que o ambiente atual significa para elas é importante ao se pensar em políticas de fomento para o desenvolvimento do Assentamento, essas particularidades servem como informações essenciais para se levar em conta ao debater e buscar melhorias, elucidar as reflexões subjetivas visam uma aproximação entre órgãos públicos e assentados. Dessa forma, o objetivo geral a pesquisa foi o de descrever e analisar as relações entre os assentados do Assentamento Santa Helena, em São Carlos/SP, e os recursos ambientais terra, água, plantas e animais. A pesquisa apresenta duas etapas metodológicas, a primeira, um levantamento bibliográfico sobre os assuntos essenciais na dissertação e a segunda baseada na pesquisa qualitativa e no estudo de caso, desenvolvido com os assentados o Assentamento Santa Helena, por meio de entrevistas semiestruturadas. A partir disso, extraiu-se as relações centrais de cada recurso presente nas falas dos assentados e utilizou-se como análise de dados uma parte da teoria do estruturalismo de Lévi-Strauss, os pares binários, uma concepção de oposição e correlação, fornecendo desse modo os principais pontos dessa relação. Chegou-se então às conclusões de que o presente trabalhou conseguiu responder as perguntas e objetivos descritos, bem como elucidar a importância da identidade, do saber ambiental e das questões subjetivas de cada pessoa, além de um enfoque crítico as políticas de reforma agrária e Projeto de Desenvolvimento Sustentável. Observa-se uma valorização dos recursos ambientais por parte dos assentados, além do orgulho de uma produção saudável. Deixando assim, diversas questões e perspectivas para futuros trabalhos, que busquem englobar as percepções dos recursos, essas distintas comunidades e a dinâmica do trabalho envolvida.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/10355

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29ª-  Ana Cristina Bagatini Marotti- http://lattes.cnpq.br/0882292538928826

Data da Defesa: 08/06/2018

Orientador(a):Profa. Dra. Erica Pugliesi

Título: “ANÁLISE DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS COMO MARCO REGULATÓRIO PROVEDOR DE MUDANÇAS NO ARCABOUÇO LEGAL DOS ENTES FEDERADOS”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Erica Pugliesi

Prof. Dr. Rodrigo Eduardo Cordoba

Prof. Dr. Wellington Cyro de Almeida Leite

Resumo: A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela lei nº 12.305 de 2010, é a principal normativa que dispõe sobre a gestão dos resíduos sólidos no país. Neste trabalho, pretendeu-se avaliar a PNRS como um marco regulatório provedor de mudanças nas legislações dos três níveis de governo, nacional, estadual e municipal, até o ano de 2017. Os aspectos metodológicos contemplaram análises documentais do arcabouço normativo e legal nacional de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos e posterior validação por meio do método de painel de especialistas; análises das políticas estaduais de resíduos sólidos publicadas; e um estudo de caso no município do Rio de Janeiro referente às legislações municipais.A seleção do município se deu pela facilidade de acesso e disponibilidade dos dados, e pela importância nacional que o município apresenta. Os resultados demonstraram que a PNRS é um marco para a gestão de resíduos sólidos e que foi, em partes, provedora de mudanças no arcabouço legal dos entes federados. O conjunto de leis e normativas é constituído por 77% de peças publicadas até o ano de2009 e 23% posteriores, as quais apresentaram influências do conteúdo instituído pela PNRS. Apesar das mudanças decorrentes da PNRS, algumas instituições dadas pela lei não apresentam correspondência com normas e regulamentos, impactando em sua efetivação. Sobre as políticas estaduais, 30% foram publicadas após 2010, ou passaram por atualizações para adequação ao disposto na política nacional, porém 26% dos estados ainda não apresentam políticas próprias. No município do Rio de Janeiro, o PMGIRS foi publicado após a PNRS, apesar de apresentar leis e decretos que nutriam a proposição de um plano em anos anteriores a 2010. Dessa forma, a PNRS como marco normativo e regulatório foi responsável por prover algumas mudanças nos arcabouços legais nacional, estadual e municipal, porém ainda apresentando fragilidades em sua execução.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/10148

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28ª-  Amanda Cerqueira - http://lattes.cnpq.br/9916133395947133

Data da Defesa: 08/06/2018

Orientador(a):Prof. Dr. Rodolfo Antônio de Figueiredo

Título: “MORTALIDADE DE ABELHAS APIS MELLIFERA EM APIÁRIOS E UTILIZAÇÃO DE AGROTÓXICOS EM CITRUS: ESTUDO DE CASO NA REGIÃO DE MATÃO (SP)”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Rodolfo Antônio de Figueiredo

Prof. Dr. Felipe Batistella Filho

Profa. Dra. Caroline Peters Pigatto De Nardi

Resumo: Tem sido cada vez mais constante e mediático a mortalidade de abelhas no que tange a atividade apícola e os benefícios ambientais para o equilibro ecossistêmico. Vários fatores sob responsabilidade de ação humana são apontados como potenciais precursores da mortalidade ou enfraquecimento de colônias. Pode-se citar como exemplos a contaminação ambiental pelo uso de agrotóxicos e demais produtos químicos e o atual modelo agrícola pautado em extensas áreas de monocultura. Sob a perspectiva da produção apícola, inclui-se as esferas social, econômica e ambiental. Para a discussão dos desafios que os apicultores enfrentam atualmente na atividade, realizou-se entrevistas com 26 apicultores da microrregião de Araraquara, interior do estado de São Paulo. Os agrotóxicos são apontados como potencialmente tóxicos aos polinizadores e as monoculturas de laranja da região são de interesse apícola. Sendo assim, buscou-se investigar, por levantamento de campo, os principais princípios ativos utilizados pelas agroindústrias citrícolas da região de estudo. O contato foi realizado por ligação telefônica e formalizado por um Termo de Responsabilidade. Objetivou-se descrever quais os efeitos subletais que esses produtos são capazes de causar às abelhas Apis mellifera. O mel de laranjeira produzido na região foi utilizado como matriz para análise laboratorial de resíduos dos princípios ativos obtidos através de cromatografia líquida e gasosa. Constatou-se que a maioria dos agrotóxicos em discussão pertencem ao grupo químico dos neonicotinóides e organofosforados, os quais são capazes de causar uma série de prejuízos aos indivíduos e integridade da colônia. Não foram detectados resíduos dos agrotóxicos obtidos nas amostras de méis de laranja da região, mas a mortalidade de abelhas em apiários continua sendo um problema frequente segundo os apicultores entrevistados.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/10211

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27ª-  Monica Palloni Gonçalves- http://lattes.cnpq.br/1677351338202448

Data da Defesa: 19/03/2018

Orientador(a):Profa. Dra. Renata Bovo Peres

Título: “ANÁLISE DA DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL, FUNCIONALIDADE E ATRATIVIDADE DE ÁREAS VERDES PÚBLICAS NA CIDADE DE SÃO CARLOS, SP”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Renata Bovo Peres

Prof. Dr. Luiz Eduardo Moschini

Profa. Dra. Luciana Bongiovanni Martins Schenk

Resumo: Áreas verdes públicas urbanas são espaços públicos dotados de vegetação, livres (total ou parcial) de impermeabilização, que desempenham funções ecológicas, paisagísticas, sociais, culturais, recreativas, entre outras, gerando ampliação da sociabilidade, melhorias estética, funcional e ambiental nas cidades. Diante dos benefícios promovidos por essas áreas, e considerando a falta de privilégio que os espaços livres são abordados no planejamento e a falta de perspectiva sistêmica dos mesmos, surgiram as motivações desta pesquisa em torno de se as áreas verdes públicas estão qualificadas para uso; se existem relações entre regiões com áreas mais qualificadas e renda; e sobre como a população utiliza e percebe a importância destas áreas. O objetivo geral foi a análise e a relação entre distribuição espacial, funcionalidade e atratividade de pessoas em áreas verdes públicas na cidade de São Carlos, SP. O trabalho foi estruturado em três partes, com elementos introdutórios na primeira, desenvolvimento de dois artigos na segunda e considerações finais na terceira. O primeiro artigo traz análises quanto à qualificação das áreas verdes para uso, e sua relação com a distribuição espacial, concentração de vegetação e renda da população. O segundo traz análises sobre usos, funções, e atrativos, considerando critérios qualitativos e a percepção ambiental dos frequentadores. Foi realizada pesquisa bibliográfica, utilização de ferramentas de geoprocessamento, formulários de investigação de funcionalidade e questionários de percepção. Os resultados apontaram 779 áreas disponíveis para o sistema de áreas verdes de lazer, mas 463 foram consideradas apenas parcialmente qualificadas para uso. Observou-se maior quantidade de áreas verdes qualificadas em regiões de maior renda, e a áreas verdes parcialmente qualificadas e não qualificadas em regiões periféricas. Há atratividade para a prática de atividades físicas, lazer, contemplação, bem estar, comércio e trabalho, indicando uma potencialidade para usos múltiplos da dimensão pública. É necessário que a gestão das áreas verdes seja integrada ao planejamento urbano, pensadas de forma holística e sistêmica para que façam parte do cotidiano da cidade, e não representem apenas obrigações de quantidades mínimas para criação de loteamentos.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/10077

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26ª-  Regiane de Sá Alberto- http://lattes.cnpq.br/1522488332723318

Data da Defesa: 18/12/2017

Orientador(a):Profa. Dra. Haydée Torres de Oliveira

Título: “EDUCAÇÃO AMBIENTAL E TRANSFORMAÇÃO DE ESPAÇOS URBANOS: NOVAS FORMAS DE HABITAR, MÚLTIPLAS FORMAS DE APRENDER”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Haydée Torres de Oliveira

Prof. Dr. Rodolfo Antônio de Figueiredo

Prof. Dr. Marcos Sorrentino

Resumo: Em todo o mundo, atualmente, há mais gente vivendo nas cidades do que no campo. A acelerada urbanização associada aos impactos socioambientais do modo de produção capitalista se apresenta como um dos principais problemas da modernidade. Entretanto, podemos ressaltar neste cenário desestabilizante iniciativas voltadas à conciliação entre ambiente urbano e natureza e a articulação entre pessoas na busca de cidades melhores para viver e conviver. Discutir a crise ambiental atual exige que se leve em consideração ações articuladas nas esferas da política, da economia, da produção de conhecimento e da educação, buscando a vinculação entre a real natureza das questões ambientais, as atividades humanas e os processos educativos. A educação ambiental crítica pode figurar como possível tradutora da linguagem dos coletivos que trazem projetos alternativos para a edificação de uma sociedade urbana menos predatória. O enfoque desta investigação refere-se à dimensão educativa das práticas sociais de intervenção pública, reconhecidamente guiadas por outra práxis ambiental. Essa práxis se revela no fazer cotidiano de todos aqueles que se inserem como promotores deste novo habitar em realidades de espaços comunitários que se propõem a novas formas de trabalhar no e com o espaço urbano. A inquietação que motivou esta pesquisa é: seriam essas intervenções de transformação de espaços urbanos uma educação ambiental acontecendo na prática? E como essas pessoas educam-se a si mesmas e com os outros deste grupo nesta realidade? Diante destas interrogações, pretendeu-se compreender esse processo educador ambiental de transformação-ressignificação-reocupação dos espaços, a partir de um recorte contextual nas hortas urbanas comunitárias que se espalham e promovem a ambientalização da metrópole de São Paulo/SP. Correspondente ao nosso horizonte teórico-metodológico, para esta pesquisa qualitativa, tomamos a postura de observação participante e nos inserimos como partícipes no contexto a ser investigado. Tal ponto de partida e de chegada nos permitiu uma melhor compreensão do(s) fenômeno(s) que envolve(m) a atuação dos humanos entre si e dos humanos no/para/com o ambiente. Concluímos que este estudo focalizado nas experiências de transformação de espaços urbanos, com recorte para o contexto de algumas iniciativas em agricultura urbana comunitária da cidade de São Paulo/SP, vem corroborar a prerrogativa de que aprendemos em todos os lugares e pode enriquecer o campo da pesquisa em educação ambiental não escolar, que envolve esforços de não apenas olhar para as relações institucionais e políticas do educar-se, mas também qualificar sua prática a partir do espaço em que ela se produz. Esforço este que logramos ter alcançado ao evidenciar os processos educativos nas práticas sociais de transformação de espaços públicos nas cidades.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/10109

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25ª-  Danilo Janczur Tomaz - http://lattes.cnpq.br/4296907987261055

Data da Defesa: 23/10/2017

Orientador(a):Profa. Dra. Andrea Lucia Teixeira de Souza

Título: “INFLUÊNCIA DA MASSA DE SEMENTE E DA FERTILIDADE DO SOLO NO DESEMPENHO DE ESPÉCIES ARBÓREAS EM RECUPERAÇÃO DE ÁREA RIPÁRIA”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Andrea Lucia Teixeira de Souza

Profa. Dra. Raquel Stucchi Boschi

Profa. Dra. Silvia Rahe Pereira

Resumo: As zonas ripárias vêm sendo amplamente alteradas pelo desmatamento e pela fragmentação nas últimas cinco décadas, sendo muitas vezes necessária a intervenção humana para a restauração dessas áreas. A semeadura direta pode ser uma alternativa à introdução de mudas, sendo de mais fácil execução e de menor custo financeiro. Este estudo buscou compreender a influência da massa de semente na emergência e da massa de semente, do tempo médio de emergência, da altura inicial e da fertilidade do solo no desempenho de nove espécies arbóreas, reintroduzidas via semeadura direta em restauração de área ripária degradada. O experimento foi dividido em quatro intervalos de tempo, (1 – da semeadura até 114 dias (início da estação seca), 2 – 114 a 377 dias (início do segundo ano), 3 – 377 a 728 dias (início do terceiro ano) e 4 – 728 a 1125 dias (final do terceiro ano)). Foi avaliada a influência da massa de semente na emergência (em campo e em viveiro), na sobrevivência após três anos e na altura após três anos. As influências de massa de semente, tempo médio de emergência e fertilidade do solo na sobrevivência e na altura foram avaliadas simultaneamente para o primeiro intervalo, utilizando-se um modelo estrutural. Para os três intervalos seguintes, foram montados modelos estruturais avaliando simultaneamente as influências de massa de semente, altura inicial e fertilidade do solo na sobrevivência e na taxa de crescimento relativo. Espécies de sementes maiores apresentaram maiores taxas de emergência em relação as espécies de sementes menores, tanto em viveiro quanto no campo, com as taxas maiores detectadas no viveiro. A massa da semente influenciou positivamente a taxa de sobrevivência final das plantas após três anos a partir da semeadura, com a maior parte da mortalidade ocorrendo nos primeiros 114 dias para todas as espécies. A análise de modelo estrutural revelou que a massa de semente influenciou a sobrevivência de maneira direta nos primeiros 114 dias e de maneira indireta posteriormente, via altura inicial. Sementes maiores geraram plântulas maiores, as quais tenderam a sobreviver por mais tempo em relação às plântulas menores. Fertilidade do solo influenciou a sobrevivência apenas indiretamente, via altura inicial. Espécies de sementes mais pesadas apresentaram maior tamanho inicial, mas após três anos essa diferença não foi detectada, indicando maior crescimento das espécies de sementes mais leves. A massa da semente influenciou a altura nos primeiros 114 dias, e em períodos de tempo posteriores influenciou a taxa de crescimento indiretamente, via altura inicial. No segundo e terceiro anos, o crescimento foi influenciado indiretamente pelo solo, via altura inicial. A relação entre massa de semente e sobrevivência encontrada para estas espécies após três anos provavelmente se deve a uma combinação entre o efeito das reservas cotiledonares com o efeito do tamanho de plântula, com sementes maiores emergindo mais e conferindo maior sobrevivência e tamanho às plântulas jovens, que sobrevivem melhor devido ao seu maior tamanho inicial. Este estudo mostrou que semeadura direta pode ser uma alternativa viável na restauração de áreas de pasto para as nove espécies avaliadas.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/9709

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24ª-  Luiza de Lima Neves - http://lattes.cnpq.br/2226821354604207

Data da Defesa: 20/10/2017

Orientador(a):Prof. Dr. Vandoir Bourscheidt

Título: “ANÁLISE DA SUSCETIBILIDADE A INCÊNDIOS POR MEIO DE GEOPROCESSAMENTO: UM ESTUDO NO MUNICÍPIO DE RIBEIRÃO PRETO-SP”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Vandoir Bourscheidt

Prof. Dr. Luiz Eduardo Moschini

Profa. Dra. Helena França

Resumo: Os incêndios estão entre os principais problemas ambientais do Brasil. O país é considerado um dos grandes responsáveis pelo aumento de gases estufa no planeta proveniente das emissões da queima de biomassa vegetal. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), além de contribuir com o aquecimento global e as mudanças climáticas, as queimadas e incêndios florestais poluem a atmosfera, causam prejuízos econômicos e sociais e aceleram os processos de desertificação, desflorestamento e perda da biodiversidade. No município de Ribeirão Preto (SP) este é um problema que vem se agravando nos últimos anos devido, principalmente, aos recentes e longos períodos de estiagem, às práticas de rituais religiosos nas proximidades de mata e ao extenso cultivo de cana-de-açúcar na região. Para analisar a ocorrência e suscetibilidade a incêndios, diferentes metodologias podem ser adotadas. Uma delas refere-se ao uso do geoprocessamento, que engloba uma série de ferramentas que são de grande importância para o levantamento e análise de informações físicas referentes ao espaço geográfico, principalmente através dos sistemas de informações geográficas (SIGs) e sensoriamento remoto. Por meio dele, é possível estudar áreas de grandes proporções de forma rápida e objetiva, além de permitir o diálogo entre diferentes tipos de dados. Por meio destas ferramentas, o presente trabalho objetivou analisar a suscetibilidade à ocorrência de incêndios no município citado mediante a identificação, o levantamento e a ponderação de indicadores geográficos previamente estabelecidos. A proposta de um novo modelo buscou avançar sobre as metodologias já existentes através da inclusão da variação temporal no estudo, bem como o uso de índices de vegetação com média resolução espacial. Os resultados indicam que o modelo é eficiente para a análise de suscetibilidade a incêndios, mas ainda é dependente da disponibilidade de dados e atualização contínua. Os mapas finais ressaltam a importância de cada indicador e enfatizam a necessidade de explorar a variação temporal no estudo.

Apoio: Não recebi financiamento

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/9713

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23ª-  Tatiana Bompani Consoni- http://lattes.cnpq.br/0380189655441871

Data da Defesa: 25/08/2017

Orientador(a):Profa. Dra. Erica Pugliesi

Coorientadora: Profa. Dra. Fabiane Letícia Lizarelli

Título: “IDENTIFICAÇÃO DE FATORES CRÍTICOS DE SUCESSO NAS CERTIFICAÇÕES AMBIENTAIS DE SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL ISO 14001 E NAS CERTIFICAÇÕES FLORESTAIS FSC (FM/CoC)”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Fabiane Letícia Lizarelli

Profa. Dra. Yovana María Barrera Saavedra

Profa. Dra. Márcia Maria Penteado Marchesini

Resumo: Com a crescente preocupação com o meio ambiente nas últimas décadas, as organizações tiveram que adequar-se a várias demandas e pressões vindas de diversas partes. Devido à necessidade de ter requisitos ambientais que fossem válidos e padronizados universalmente, surgiram as certificações ambientais. Duas têm forte presença em organizações que possuem a madeira como matéria-prima, a ISO 14001 e a certificação florestal FSC. Sendo assim, esta pesquisa busca identificar os Fatores Críticos de Sucesso (FCS) para a implantação e manutenção das certificações ISO 14001 e FSC manejo florestal e cadeia de custódia (FM/CoC) em organizações que produzam ou utilizem madeira como matéria-prima no Brasil. Através da revisão bibliográfica sistemática e da realização de um websurvey com o envio de questionários, foi possível identificar os principais FCS elencados por outros autores, assim como pelas organizações brasileiras. Neste estudo eles foram divididos para as etapas de Implantação e Certificação e para a etapa de Manutenção da Certificação. Como resultado foi possível identificar quais FCS são importantes em cada uma das etapas para as diferentes organizações (organizações com certificação ISO 14001, com certificação FSC e com ambas as certificações), também foi possível identificar que há a evidência de que alguns FCS são similares em ambas as etapas, porém que elas também possuem suas próprias particularidades. Por fim, foi possível comparar os FCS para os três tipos de organizações, identificando que os principais FCS se repetem, contudo, não com o mesmo grau de importância. Isso indica que o porte da organização e ter mais de um tipo de certificação ambiental podem influenciar no que é considerado como crítico por estas.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional:  

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22ª-  Julie Christine Scaloppi - http://lattes.cnpq.br/5189815801147165

Data da Defesa: 24/08/2017

Orientador(a):Profa. Dra. Andrea Lucia Teixeira de Souza

Título: “INFLUÊNCIA DO SOLO E DO TAMANHO DE SEMENTE NO CRESCIMENTO E SOBREVIVÊNCIA DE NOVE ESPÉCIES ARBÓREAS TROPICAIS EM ÁREA RIPÁRIA DEGRADADA”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Andrea Lucia Teixeira de Souza

Prof. Dr. Luciano Elsinor Lopes

Profa. Dra. Maria Teresa Zugliani Toniato

Resumo: A compreensão dos mecanismos que envolvem as relações entre plantas e ambiente abiótico é vital para o conhecimento da dinâmica sucessional de vegetações nativas em áreas degradadas. Vários estudos têm mostrado que o tamanho da semente influencia positivamente a sobrevivência e negativamente o crescimento das plantas nos primeiros estágios do seu desenvolvimento. No entanto, as condições edáficas podem influenciar estas relações, uma vez que a disponibilidade de recursos do solo pode gerar variações na sobrevivência e no crescimento das plantas. Este estudo avaliou experimentalmente a influência da massa da semente e das propriedades do solo na performance de nove espécies arbóreas nativas que formavam um gradiente de tamanho de semente: Cedrela fissilis, Pterogyne nitens, Cariniana estrellensis, Enterolobium contortisiliquum, Copaifera langsdorffii, Enterolobium timbouva, Platypodium elegans, Schizolobium parahyba e Hymenaea courbaril. Estas espécies foram introduzidas como mudas com o objetivo de restaurar uma área ripária degradada. A partir de um modelo conceitual, avaliamos simultaneamente a sobrevivência e o crescimento das plantas em função da massa de semente, do tamanho inicial da planta e das propriedades químicas do solo em quatro intervalos de tempo ao longo dos três primeiros anos após o plantio. Nesse período, a massa da semente e as propriedades químicas do solo influenciaram diretamente e indiretamente, via tamanho inicial das plantas, o crescimento e sobrevivência. No primeiro intervalo de tempo, que compreendeu o período entre o plantio e os dois meses subsequentes, a massa da semente foi o principal fator que influenciou a sobrevivência e a taxa de crescimento em diâmetro das plantas, mas o diâmetro inicial (diâmetro das plantas na ocasião do plantio) e a fertilidade do solo também influenciaram o crescimento. No segundo intervalo de tempo (entre os dois primeiros meses e o final do primeiro ano), a massa da semente e o diâmetro inicial influenciaram positivamente a sobrevivência. Neste período, o diâmetro inicial, a fertilidade do solo e a massa da semente influenciaram a taxa de crescimento. Nos dois anos subsequentes, a sobrevivência das plantas jovens foi influenciada apenas pelo seu diâmetro inicial e o crescimento das plantas foi influenciado pela massa de semente e negativamente pela acidez potencial do solo. De maneira geral, as espécies de sementes menores geraram indivíduos menores e possuiam um crescimento mais rápido até o final do primeiro ano, enquanto as espécies de sementes maiores geraram indivíduos maiores, porém com um crescimento mais lento e constante, superando o crescimento das espécies de sementes menores ao longo do segundo ano. Sementes maiores também alcançaram maiores taxas de sobrevivência durante o primeiro ano. Plantas maiores cresceram mais até o final do primeiro ano e tiveram maiores chances de sobrevivência após o primeiro ano. A fertilidade do solo estimulou o crescimento das plantas resultando em plantas maiores, enquanto a variação da acidez potencial influenciou negativamente a performance em alguns períodos de estudo. Nossos resultados corroboraram com a hipótese do tamanho de plântula e metabólica. A análise prévia das propriedades do solo, a melhoria das condições edáficas das áreas degradadas e a consideração das características funcionais na escolha das e

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/9394

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21ª-  Ana Elisa Teixeira da Silva - http://lattes.cnpq.br/3754419507530715

Data da Defesa: 24/08/2017

Orientador(a):Prof. Dr. Rodolfo Antônio de Figueiredo

Coorientador: Prof. Dr. Vlamir José Rocha

Título: “ESTUDO DA QUIROPTEROFAUNA (CHIROPTERA; MAMMALIA) EM ÁREA NATIVA E DE SISTEMA AGROFLORESTAL (SAF), EM PIRASSUNUNGA, SÃO PAULO, BRASIL”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Rodolfo Antônio de Figueiredo

Prof. Dr. Rodolfo Antônio de Figueiredo

Profa. Dra. Maria Rita de Cáscia Barreto Netto

Resumo: A intensa fragmentação de áreas naturais, como a Floresta Estacional Semidecidual (Área Nativa), com consequente pressão sob a fauna nativa, enfatiza a necessidade de buscar alternativas ao sistema de monocultivo, como os sistemas agroflorestais (SAF’s), que cultivam simultaneamente espécies agrícolas e nativas e podem contribuir para a subsistência e conservação de espécies animais. O presente estudo objetivou investigar quais espécies de morcegos ocorrem nas áreas Nativa e de SAF no CEPTA/ICMBio, Pirassununga (SP), bem como a dieta e as sementes dispersadas pelas espécies capturadas. Foram registrados 228 indivíduos pertencentes a 20 espécies e três famílias. Das espécies, 14 (N=95) foram registradas na Área Nativa e 13 (N=133) no SAF. Os resultados indicam determinado grau de similaridade de espécies entre as áreas estudadas, ausência de diferença significativa para o índice de diversidade e coeficientes de riqueza próximos para as áreas Nativa e do SAF. Embora, o SAF possa funcionar como um corredor entre matrizes naturais e contribuir para a manutenção de espécies frugívoras, nectarívoras e insetívoras mais comuns de morcegos, provavelmente devido à presença de espécies de plantas pioneiras espontâneas, sugere-se que a maior diversidade vegetal e estrutural do fragmento de Floresta Estacional Semidecidual, possa garantir a persistência de espécies de morcegos consideradas menos comuns. Sobre a dieta e dispersão de sementes, a maioria das amostras fecais (N=83 do total de N=87) foram obtidas de morcegos filostomídeos e continham 16 itens alimentares: frutos das famílias Solanaceae, Piperaceae, Urticaceae, Moraceae, Siparunaceae e da exótica Muntingia calabura, néctar de Mabea sp., restos de artrópodes (insetos e aranha) e barro. Ao passo que, as quatro outras amostras fecais foram obtidas de morcegos vespertilionídeos e continham restos de insetos.

Apoio: Não recebi financiamento

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/9572

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20ª-  Flávia Regina Maria- http://lattes.cnpq.br/3752440723309238

Data da Defesa: 22/08/2017

Orientador(a):Prof. Dr. Frederico Yuri Hanai

Título: “O CINEMA COMO INSTRUMENTO DE SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL PARA CONSERVAÇÃO DA ÁGUA”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Frederico Yuri Hanai

Profa. Dra. Dulcelaine Lucia Lopes

Prof. Dr. Marcelo Ximenes Aguiar Bizerril

Resumo: O cinema pode ser utilizado para muitas finalidades atualmente, como: entreter, educar e também como importante instrumento capaz de difundir conhecimento, provocando reflexões sobre temas relevantes, como a questão da água, sua escassez e a necessidade de sua conservação e preservação. Nesse âmbito, o objetivo da pesquisa foi analisar a influência do cinema ambiental como meio de percepção ambiental e seu impacto sensibilizador nos indivíduos para a conservação da água. A pesquisa de caráter exploratório apresenta resultados obtidos por dados primários, envolvendo a seleção de voluntários; uma pré-seleção de filmes abordando a temática água para compor uma lista; a escolha de quatro filmes desta lista para a apreciação dos participantes; a caracterização, descrição, interpretação e breve análise dos filmes selecionados para a pesquisa; e a aplicação de questionários, sendo um preliminar sobre percepção com relação à água, e um conclusivo sobre o impacto sensibilizador dos filmes. Já os dados secundários da pesquisa, foram obtidos por meio do levantamento bibliográfico e leitura do material sobre o tema água; cinema ambiental; cinema e água; conservação e preservação da água; e percepção e sensibilização ambiental. Os resultados encontrados foram positivos para a utilização do cinema como instrumento sensibilizador, despertando nos participantes maior reflexão sobre os usos da água e sua importância para a manutenção da vida.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/9522

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19ª-  Raimunda Gomes Silva Soares- http://lattes.cnpq.br/0432996860060252

Data da Defesa: 21/08/2017

Orientador(a):Prof. Dr. Luciano Elsinor Lopes

Coorientadora: Dra. Patricia Alves Ferreira

Título: “O EFEITO DA QUANTIDADE DE FLORESTA E HETEROGENEIDADE DA PAISAGEM NA POLINIZAÇÃO DE ESPÉCIES DE SUBBOSQUE DE MATA ATLÂNTICA”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Marcel Okamoto Tanaka

Profa. Dra. Patrícia Alves Ferreira

Profa. Dra. Silvana Buzato

Resumo: A manutenção de áreas de floresta é uma das recomendações mais estabelecidas para a conservação da biodiversidade e de processos-chave nos ecossistemas, como a polinização. No entanto, esse é um desafio que contrasta com a necessidade de uso antrópico das áreas naturais. Dentre esses usos, o crescimento da atividade agrícola sobre as áreas de floresta gera um paradoxo para a conservação. Enquanto grande parte dos cultivos depende da polinização, a manutenção da polinização precisa da conservação das áreas de floresta. Uma das formas de lidar com essa questão é analisar as características da paisagem considerando a interação entre a quantidade de floresta e demais usos da terra em uma visão mais realista, que inclua a função de cada uso na manutenção do processo ecológico. Este estudo avaliou os efeitos da quantidade de floresta e heterogeneidade da paisagem na polinização de espécies vegetais de sub-bosque em áreas de Mata Atlântica, Estado de São Paulo, Brasil. Foram selecionadas 15 paisagens de 1km de raio em um gradiente de cobertura florestal entre 21 a 96% e de heterogeneidade de uso e ocupação da terra de 0,18 a 1,67 (Shannon Wiener). Com base na literatura inferimos a possível contribuição de cada uso da terra na conservação de polinizadores que forrageiam fora do ambiente de floresta. Em parcelas hexagonais de 30m de lado coletamos flores abertas e registramos o número de flores na planta amostrada. Contamos, em microscópio de fluorescência, o número de grãos de pólen no estigma, o número de tubos germinados até o terço superior e até a base do estilete de cada flor. Analisamos 1048 flores de 189 indivíduos e 46 espécies. A polinização apresentou grande variação em todos os níveis do sistema. Nas paisagens analisadas a proporção de floresta e heterogeneidade de usos da terra foram inversamente correlacionadas, demandando uma análise conjunta de ambos fatores. A maior proporção de floresta e menor heterogeneidade resultaram em aumento da carga de pólen, e nas flores nas quais se formou pelo menos um tubo polínico, no maior número de tubos germinados para cada óvulo (sucesso de polinização). As características da paisagem não influenciaram a germinação do pólen, a proporção de flores polinizadas em cada planta, nem o sucesso de polinização quando consideradas também as flores sem tubos polínicos. O resultado de aumento na deposição de grãos de pólen e do sucesso de polinização com possíveis consequências no sucesso reprodutivo, indica que a proporção de floresta na paisagem é uma característica importante na conservação do processo de polinização das espécies estudadas. Avaliamos como moderada a qualidade da polinização nas paisagens pois que todas as variáveis apresentaram valores entre 41% a 56% de êxito. Esse bom resultado parece estar associado aos níveis entre intermediários a altos de cobertura florestal e sua interação com alta proporção de usos que fornecem algum tipo de recurso e/ou condição para polinizadores em todas as paisagens. Essa característica as torna funcionalmente semelhantes quanto à capacidade de sustentação da função de polinização, sendo também uma possível explicação para a ausência de efeito encontrado nas demais variáveis analisadas. Nosso estudo indica a importância do aumento da cobertura florestal associadas a boa qualidade de usos da terra no favorecimento de etapas da polinização.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/9552

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18ª-  Raphael Augusto Fagliari - http://lattes.cnpq.br/6878615491357783

Data da Defesa: 17/08/2017

Orientador(a):Profa. Dra. Erica Pugliesi

Título: “POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS- HISTÓRICO, CENÁRIO DA GESTÃO E OS ACORDOS SETORIAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Erica Pugliesi

Prof. Dr. Valdir Schalch

Prof. Dr. Wellington Cyro de Almeida Leite

Resumo: A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei federal nº 12.305/2010, estabelece os princípios norteadores, instrumentos legais e objetivos para ordenar as ações e práticas de gestão de resíduos no Brasil. Dentre os princípios e instrumentos propostos, a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e a logística reversa apresentam-se como indutores de um novo modelo de gestão, e também um grande desafio. Para auxiliar sua operacionalização, a PNRS institui os acordos setoriais (AS) e, no Estado de São Paulo, os AS foram estabelecidos por Termos de Compromisso de Logística Reversa (TCLR). Buscando trazer à luz esse cenário, a presente pesquisa se propõe a apresentar e analisar a implantação dos TCLR no Estado de São Paulo. Para tanto, é apresentado o histórico do processo de aprovação da Lei 12.305/2010 e o cenário da gestão de resíduos pós-PNRS. A coleta de dados e informações ocorreu por meio de revisão bibliográfica e documental, e o estudo de caso dos TCLR se desenvolveu com a aplicação de questionários e entrevistas. O Estado de São Paulo apresenta 10 TCLR firmados, sendo que 08 setores participaram desta pesquisa. Foram identificadas inconsistências referentes ao estabelecimento de metas e os resultados obtidos pelos setores, os quais adotam, em sua maioria, métricas diferentes. A Secretaria do Meio Ambiente teve papel fundamental no estimulo e condução dos termos, sendo o principal responsável por estabelecê-los juridicamente em um instrumento legal, além de atuar na definição de metas. A participação de diferentes atores na efetivação da responsabilidade compartilhada é deficiente, havendo maior responsabilização aos fabricantes. O envolvimento de cooperativas e do poder público ainda é insuficiente, os quais têm importância e papel que vão além daqueles percebidos pelos signatários de TCLR. A maioria dos setores faz uso de ferramentas de suporte (softwares e SIGs) e afirma ter alcançado as metas estabelecidas, tendo como principal dificuldade o baixo interesse e participação dos demais membros da cadeia. Conclui-se que a PNRS, apesar da lenta evolução, deve estimular novas e necessárias práticas de gestão de resíduos sólidos no Brasil, tendo os acordos setoriais como pilar para efetivação da logística reversa e responsabilidade compartilhada.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/9153

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17ª-  Fabíola Geovanna Piga- http://lattes.cnpq.br/3388784466110676

Data da Defesa: 07/07/2017

Orientador(a):Profa. Dra. Marcilene Dantas Ferreira

Título: “MODELAGEM AMBIENTAL DE ÁREAS DEGRADADAS POR PROCESSOS EROSIVOS, COM VISTA AO PLANEJAMENTO AMBIENTAL - SÃO PEDRO E SANTA MARIA DA SERRA-SP”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Marcilene Dantas Ferreira

Prof. Dr. Edson Augusto Melanda

Prof. Dr. Manuel Enrique Gamero Guandique

Resumo: As mudanças ambientais globais e locais estão quase sempre associadas ao aumento das atividades humanas, cujos impactos provocam significativas transformações do meio ambiente. Estas alterações estão vinculadas a diversos fatores socioeconômicos e socioambientais, como adensamento populacional, expansão urbana, expansão agropecuária, desmatamento, industrialização e a crescente produção de resíduos sólidos, comprometendo a disponibilidade dos recursos naturais e a qualidade do meio ambiente. Diante dessas considerações, este trabalho teve como objetivo elaborar um diagnóstico ambiental, frente aos processos erosivos, por meio da utilização do Sistema de Informação Geográfica (SIG) associado aos modelos de predição de perdas de solo, analisando a dinâmica do uso e cobertura do solo ao longo dos anos, e integrando os variados fatores físicos e ambientais para determinação do grau de suscetibilidade do ambiente, através da fragilidade ambiental. Para isso foi selecionada uma área caracterizada por intensos processos erosivos, compreendida pelos municípios de São Pedro e Santa Maria da Serra, perfazendo uma área com cerca de 550 km2, a qual tem contribuição direta na carga de sedimentos no Reservatório de Barra Bonita. Além disso, tal área está inserida na APA Corumbataí, que por lei a preservação e conservação da sua paisagem deveria estar assegurada. Os resultados mostraram que a área sofre com o problema de erosão há mais de 60 anos e que pouco foi feito para reverter tal situação. Em relação a perda de solo, o ano de 2015 foi o que apresentou maior valor, e a expansão da mancha urbana e de áreas agrícolas acarretaram em uma alta fragilidade da área de estudo. Esse panorama demonstra que a função da APA não está sendo contemplada, uma vez que sua finalidade é proporcionar o equilíbrio entre o desenvolvimento socioeconômico local e a sustentabilidade dos recursos ambientais. Tal estudo proporcionou a delimitação de áreas restritas a intervenções antrópicas, e que requerem maiores cuidados, e áreas com maior aptidão a urbanização, contribuindo no estudo do planejamento urbano e ambiental.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/9509

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16ª-  Raul Sampaio de Lima - http://lattes.cnpq.br/5256512160106710

Data da Defesa: 05/07/2017

Orientador(a):Prof. Dr. Marcel Okamoto Tanaka

Título: “FATORES DE VARIAÇÃO DAS ESTIMATIVAS DE PRECIPITAÇÃO INTERNA EM UMA FLORESTA SECUNDÁRIA”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Marcel Okamoto Tanaka

Profa. Dra. Kelly Cristina Tonello

Prof. Dr. Robson Willians da Costa Silva

Resumo: A precipitação interna (PI) é afetada por diferentes fatores bióticos e meteorológicos que podem interagir entre si, resultando numa elevada variabilidade em suas estimativas, aumentando a incerteza em modelos hidrológicos e na previsão de impactos ambientais em bacias hidrográficas. A compreensão da relação entre a precipitação em aberto (PA) e a PI é importante para a definição de estratégias de amostragem com limiares de erros aceitáveis. Portanto, o objetivo geral deste estudo foi analisar os fatores de variação da PI em uma floresta secundária, localizada no sudeste brasileiro, a fim de compreender o comportamento desse processo em função de diferentes fatores ambientais e de estratégias de amostragem. Para isto, foram analisadas as influências da PA, das estratégias de amostragem e da estrutura da vegetação sobre a PI. Os resultados indicaram influência significativa da PA sobre as variáveis resposta [volume de PI (PImm), fração de PI (PI%) e coeficiente de variação da PI (CVPI)]. Enquanto o modelo linear apresentou o melhor ajuste para PImm, os modelos não lineares tiveram melhores ajustes para PI% e CVPI em função de PA. Quanto à influência das estratégias de amostragem, não houve efeitos significativos sobre as estimativas médias de PImm e CVPI. Com base na magnitude do erro, apenas tratamentos com 16 pluviômetros fixos e nove rotativos foram capazes de fornecer estimativas com erros inferiores a 10%, tanto para o conjunto completo de dados quanto para chuvas superiores a 10,44 mm (valor mediano). Os resultados sugerem que diferentes estruturas da vegetação afetam a PImm em diferentes escalas espaciais. Por exemplo, foi verificado efeito significativo da cobertura do dossel sobre as estimativas pontuais de PImm. No entanto, não foram verificadas influências da vegetação sobre esta variável na escala da parcela. Em relação à variabilidade temporal, verificaram-se efeitos significativos nas duas escalas: da distância para o tronco mais próximo na pontual; e de métricas de árvores maiores que 20 m na escala parcela. Por fim, verificou-se que os efeitos combinados do tamanho das árvores e da cobertura do dossel influenciaram CVPI, indicando que essas variáveis refletem a complexidade da vegetação. Em geral, os resultados sugerem que PA é a principal fonte de variabilidade de PI na área estudada. Portanto, é necessário considera características meteorológicas e dos eventos de chuva para amostrar a PI com precisão adequada. Contudo, as interações entre fatores bióticos e meteorológicos afetam suas influências relativas sobre a PI, destacando a necessidade de mais pesquisas nessa área

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/9150

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15ª-  Liseth Ana Delia Gomez Beltran- http://lattes.cnpq.br/8598462574286277

Data da Defesa: 03/07/2017

Orientador(a):Profa. Dra. Andrea Lucia Teixeira de Souza

Título: “A INTERAÇÃO ENTRE A FERTILIDADE DO SOLO E A MASSA DA SEMENTE INFLUENCIA OS ATRIBUTOS FUNCIONAIS DE ESPÉCIES ARBÓREAS TROPICAIS”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Andrea Lucia Teixeira de Souza

Prof. Dr. Luciano Elsinor Lopes

Profa. Dra. Maria Teresa Zugliani Toniato

Resumo: As características biológicas, físicas e químicas do solo são filtros ambientais que influenciam fortemente a composição de comunidades vegetais. O conhecimento do efeito das condições do solo na sobrevivência e no crescimento de espécies vegetais é de grande importância para atividades de recuperação de áreas degradadas. Tais aspectos do desempenho de plantas estão diretamente relacionados aos traços funcionais das espécies, consequentemente a compreensão das respostas dos diferentes traços a diferentes condições edáficas pode auxiliar na escolha de espécies que se adaptem melhor a cada área. Nós conduzimos um experimento em viveiro com o objetivo de avaliar a influência de diferentes tratamentos de solo na sobrevivência e nos traços funcionais; Área Foliar (AF), Área foliar específica (AFE), Conteúdo de matéria seca foliar (CMSF) Fração da massa da raiz (FMR), Comprimentos especifico da raiz (CER) e Taxa de crescimento em altura (TCA) de onze espécies florestais nativas que formam um gradiente de massa de semente. Os tratamentos usados no experimento foram: solo controle – sem a adição de nenhum tipo de adubo ou fertilizante (CT); adição de fertilizante químico - NPK (QU); adição de adubo orgânico (OR) e adição fertilizante químico e de adubo orgânico (OQ). Os atributos químicos do solo nos quatro tratamentos foram avaliados após dois e sete meses da semeadura para verificar as mudanças ocorridas ao longo do tempo. Além disto, avaliamos os atributos químicos do solo de áreas naturais de ocorrência destas espécies, florestas preservadas e degradadas. O monitoramento do experimento foi conduzido por quatro meses e ao final deste período registramos a sobrevivência e as medidas dos traços funcionais de todas as espécies. Os atributos químicos dos solos usados nos tratamentos Controle e Químico foram mais semelhantes aos atributos das áreas usadas como referência, apresentando maiores valores de acidez potencial (H+Al) e Capacidade de troca catiônica (CTC), e menores valores de Nitrogênio (N) e de matéria orgânica. A massa da semente influenciou fortemente a sobrevivência nos tratamentos CT, QU e OR, e não diferiu entre os tratamentos CT e QU, por outro lado, no tratamento OR a sobrevivência foi maior em comparação com os tratamentos CT e QU. O efeito da massa da semente na sobrevivência não foi significativo no tratamento OQ. Detectamos uma alta correlação positiva entre os traços AFE, FMR e CER que foram negativamente correlacionados com AF e TCA. Os atributos funcionais das espécies diferiram entre os tratamentos, porém não foram detectadas diferenças entre os tratamentos OR e OQ. Nestes dois tratamentos as espécies alcançaram valores mais altos de AF e TCA e valores de 8 CER, FMR e AFE mais baixos do que nos demais tratamentos. Os atributos funcionais variaram entre e dentro de espécies. A plasticidade fenotípica foi maior com relação a AF, TCA, CER e FMR, sendo que a variação de AF, TCA e CER foram altamente correlacionadas entre si e juntas foram negativamente relacionadas com a massa da semente. Este estudo mostrou que a limitação de recursos do solo foi capaz de modificar a arquitetura das raízes, os traços foliares e a taxa de crescimento das partes aéreas, sugerindo que plantas devem investir mais em órgãos de captação de recursos para aumentar as chances de sobrevivência. A variação intraespecífica dos traços AF, TCA, AFE, CER e CMSF foram correlacionados entre si e negativamente correlacionados com a massa da semente. Espécies de sementes menores foram mais plásticas do que espécies de sementes maiores. No tratamento CT estas espécies alcançaram maiores valores de AFE e CER, enquanto que nos tratamentos que receberam adição de matéria orgânica, estas espécies alcançaram maiores valores de AF e TCR. A adição de matéria orgânica ao solo aumentou a sobrevivência e o crescimento das plantas, especialmente das espécies de sementes menores. Nesse sentido, a adição de matéria orgânica como tratamento pré-plantio mostrou ser mais eficiente para aumentar o desempenho de espécies arbóreas nativas. No entanto experimentos sob condições de campo são necessários para quantificar a eficácia do uso de esterco na reintrodução de espécies nativa em florestas desmatadas.

Apoio: Não recebi financiamento

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/9380

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14ª-  Mariana Dorici - http://lattes.cnpq.br/3342329884412865

Data da Defesa: 23/02/2017

Orientador(a):Prof. Dr. Luiz Eduardo Moschini

Título: “ANÁLISE DA MULTIFUNCIONALIDADE DE USOS EM DIFERENTES SETORES CENSITÁRIOS DO MUNICÍPIO DE SÃO CARLOS, SÃO PAULO, BRASIL”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Luiz Eduardo Moschini

Profa. Dra. Renata Bovo Peres

Profa. Dra. Clauciana Schmidt Bueno de Moraes

Resumo: Os espaços ocupados pelas cidades têm aumentado significativamente nas últimas décadas. Em um curto período de tempo, uma série de modelos de desenvolvimento foram implantados de maneira desorganizada e insuficiente, baseando-se em planejamentos excludentes, que deixaram expressiva parte da população desprovida de serviços básicos e geraram problemas ambientais diversos, apresentando riscos a qualidade de vida e a manutenção do meio ambiente para futuras gerações. Tais problemas proporcionaram o surgimento de novos modelos e visões de planejamento com intuito de assegurar a conservação dos recursos naturais e a vida mais sustentável, ou seja, de maior qualidade para as pessoas. Estes modelos, buscam construir cidades mais compactas, que necessitem de menor aporte de energia para que a população, de maneira geral, consiga acessar as infraestruturas e equipamentos urbanos demandados (habitação, comércio e serviços). Este trabalho objetivou-se, portanto, em identificar e analisar a multiplicidade de usos urbanos, em setores previamente delimitados do município de São Carlos - SP, no intuito de propor melhorias de sua funcionalidade para manutenção da qualidade de vida. Foram utilizadas informações secundárias do censo 2010 disponibilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), GPS de mapeamento, imagens de satélite, software SIG, aplicação de questionários à domicílio e uma série de analises avaliativas de diferentes aspectos do espaço urbano. De maneira geral, as metodologias utilizadas neste trabalho, cumpriram de forma satisfatória seu papel na investigação da área de estudo e possibilitaram que todos os resultados propostos fossem encontrados. Essas metodologias podem ser replicadas em outros locais para obtenção do mesmo tipo de resultados, que são primários no diagnóstico do ambiente urbano e podem compor uma série de associações com outros dados essências na construção de cidades mais próximas da sustentabilidade. Com os resultados encontrados nesta pesquisa, percebemos que sem a estrutura adequada e a mudança de perspectivas culturais, ainda intrínsecas em nossa sociedade, que refletem no modo de planejar e utilizar os ambientes urbanos, cidades ou locais com arquiteturas compactas e densas podem gerar ambientes similares ou até menos atrativos que os que não se baseiam em tais estruturas. Como evidenciado nos capítulos desta dissertação, a dinâmica de cada local é particular e apresenta peculiaridades próprias, portanto, a pretensão de implantar novos modos de gestão de áreas urbanizadas deve levar em consideração estudos aprofundados dos diferentes aspectos físicos e socioecológicos. É preciso que as diferentes variáveis que interferem nas afirmações destes modelos sejam analisadas para que o resultado esperado seja o mais próximo possível da realidade e garanta que melhorias sejam, de fato, alcançadas.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/9106

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13ª-  Leandro José Oliveira- http://lattes.cnpq.br/7653934690504003

Data da Defesa: 23/02/2017

Orientador(a):Prof. Dr. Luiz Eduardo Moschini

Título: “ANÁLISE DA PAISAGEM PARA A IDENTIFICAÇÃO DE FATORES DE PRESSÃO ANTRÓPICA NA ZONA DE AMORTECIMENTO DA ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE JATAÍ, SP”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Luiz Eduardo Moschini

Profa. Dra. Erica Pugliesi

Profa. Dra. Clauciana Schmidt Bueno de Moraes

Resumo: A instituição de espaços especialmente protegidos é uma excelente ferramenta de conservação ambiental frente aos diversos impactos causados pelas atividades humanas no ambiente. No Brasil a Leis 9985/2000 instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e em decorrência deste, diversas áreas já segregadas e outras tantas criadas passaram a ter uma proteção jurídica para manutenção de seus habitats. No estado de São Paulo destaca-se como a maior área de proteção do Cerrado a Estação Ecológica de Jataí (EEJ), no entanto a unidade é cercada de ativadas humanas pujantes, sendo que algumas destas são potencialmente danosas de modo a proporcionarem pressões ao equilíbrio ecológico existente na EEJ. As ferramentas disponíveis ao gestor e seu conselho diretor nem sempre são eficazes para impedir o avanço de perturbações na Zona de Amortecimento (ZA) tendo em vista diversos fatores, tempo, falta de recursos e funcionários, indisponibilidade de monitoramento constante pelas forças protetivas do Estado. Nesse cenário surge o conceito de utilização de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAS) para acompanhamento dessas pressões. O objetivo inicial dessa pesquisa foi buscar bases históricas da concepção das RPAS e os marcos históricos que as envolveram seu desenvolvimento, bem como conhecer e descrever as principais legislações existentes no mundo e no Brasil sobre o tema, sendo verificado que o emprego dessas aeronaves se encontra amparado legalmente e tais regulamentos tendem a evoluir junto com a tecnologia, que a utilização é um caminho sem volta e que as relações humanas serão diretamente afetadas por essa revolução. Fora realizada espacialização dos atendimentos de ocorrências na área da ZA com dados disponibilizados pela Polícia Ambiental e identificados diversos fatores de pressão antrópica à EEJ (Flora, caça, pesca, queimadas, e mineração), além disso, considerando o potencial destrutivo das extrações ilegais de areia nos barrancos do Rio Mogi Guaçu fora realizado levantamento aerofotográfico com utilização de RPAS e constatada a destruição de área de barranco do Rio Mogi Guaçu por intermédio de atividades minerárias, após comparações com imagens anteriores se percebeu o tamanho da destruição, de posse dessa área atingida, foi calculado os valores em reais e constatou-se lucro na casa dos milhões de reais. Após o levantamento desses dados foi elaborado mapa com os vetores de pressão que afligem a Unidade de Conservação, bem como foram propostas ações a serem adotas pelo Gestor de modo a arrefecer essas forças e, além disso, propôs-se metodologia de monitoramento de ações antrópicas em entornos de Unidades de Conservação (UC), que na presente pesquisa se mostrou eficiente e com custo operacional baixo comparado ao disponível atualmente aos gestores de UC, no entanto tal metodologia carecerá de mais experimentações para comprovação de sua eficácia.

Apoio: Não recebi financiamento

URL – Repositório Institucional:  

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12ª-  Isabela Battistello Espíndola- http://lattes.cnpq.br/6431348805343679

Data da Defesa: 14/02/2017

Orientador(a):Prof. Dr. Celso Maran de Oliveira

Título: “O DIREITO HUMANO À ÁGUA NA UNASUL”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Celso Maran de Oliveira

Prof. Dr. Frederico Yuri Hanai

Prof. Dr. Wagner Costa Ribeiro

Resumo: Propôs-se nesta pesquisa, a partir do reconhecimento do direito à água como direito humano, indissociável do direito à vida e dos demais direitos humanos, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, investigar a sua efetividade e presença nos países que fazem parte da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL). Para tanto, com base na compreensão de debates que envolvem a temática do acesso a água como um direito humano, incluindo sua relação com o meio ambiente, fez-se um cotejo da realidade legislativa da água na UNASUL. Diante disto elaborou-se, em um primeiro momento, uma reconstituição do surgimento da UNASUL em relação a sua localização, composição, objetivos e funcionamento interno a partir da análise de documentos oficiais da união e de seus conselhos, defendendo também que a união representa a própria maturidade da América do Sul na construção de um mundo multipolar. Nessa primeira etapa também se aborda a questão ambiental, contemplando como que a UNASUL e seus membros compreendem o meio ambiente. Em segundo momento realizou-se um apanhado histórico da incorporação do acesso a água potável como um direito humano. Em terceiro realizou-se uma análise da legislação dos países membros da UNASUL em relação ao direito humano à água, indagando se tais países reconhecem explicitamente em seus ordenamentos jurídicos esse direito fundamental do ser humano. A partir das etapas anteriores, discute-se o status atual do reconhecimento do direito humano à água na UNASUL, as possíveis soluções para os entraves que dificultam a efetivação desse direito e o seu alcance, desenvolvendo considerações na utilização de novas metodologias para a aplicação do direito humano à água. Verificou-se que a UNASUL reconhece a importância do meio ambiente em seu Tratado Constitutivo, mas ainda peca pela falta da existência de um órgão interno que seja responsável por essa causa. Constatou-se que apesar do direito humano à água ser um direito básico e de todos os Estados terem a obrigação de assegurar esse direito para suas populações, muitos dos países membros da UNASUL não o fazem, salvo Bolívia, Equador e Uruguai que reconhecem explicitamente o direito humano à água em suas respectivas Constituições. Nos demais Estados membros é possível aferir indiretamente esse direito nas normas constitucionais, utilizando-se da relação deste direito humano com outros direitos. Conclui-se que é fundamental que os Estados membros da UNASUL reconheçam explicitamente o direito humano à água, não somente por motivos baseados no desenvolvimento econômico da região, mas também para a própria garantia do acesso à água para a população frente a um possível cenário palpável de escassez deste recurso.

Apoio: FAPESP

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/8883

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11ª-  Camila Kwiatkoski Timoteo- http://lattes.cnpq.br/1394593387253518

Data da Defesa: 05/12/2016

Orientador(a):Prof. Dr. Amadeu José Montagnini Logarezzi

Coorientadora: Dra. Ariane Di Tullio

Título: “ANÁLISE DA INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO VOLUME I DO CURRÍCULO DO 6º ANO/ 5ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Ariane Di Tullio

Profa. Dra. Juliana Rink

Prof. Dr. Osmair Benedito da Silva

Resumo: A situação ambiental atual configura um cenário preocupante, tornando inevitável a tomada de diferentes medidas que resultem em soluções superadoras dos desafios socioambientais, apontando para um mundo de sociedades sustentáveis. Como parte importante do complexo e articulado conjunto de medidas necessárias, a educação apresenta-se como essencial, uma vez que é capaz de possibilitar uma tomada de consciência que mobilize as pessoas para a transformação social. A educação ambiental é uma prática que incorpora temáticas hoje cruciais no desenvolvimento da sociedade em geral e, se implementada numa perspectiva crítica, reflexiva, transformadora e emancipatória, pode ampliar a potência de ação das pessoas nessa direção, favorecendo a desafiadora inflexão ora em demanda. No Brasil, esta prática está referida em conceitos e princípios conhecidos e instituídos, os quais devem ser seguidos no seu exercício, seja em projetos e programas de interação comunitária, seja em currículos trabalhados no ambiente escolar. Nesse contexto, a partir de uma avaliação dos Parâmetros Curriculares Nacionais do Tema Transversal Meio Ambiente e das Diretrizes Curriculares Nacionais em Educação Ambiental, este trabalho definiu quatro indicadores para análise do currículo oficial do ensino fundamental do Estado de São Paulo a respeito da abordagem da questão ambiental: conhecimento, participação, valores, contextualização. Pesquisa bibliográfica seguida de análise documental foram os procedimentos empregados na pesquisa, complementados ainda por levantamento de pesquisas empíricas com vistas a verificar a ocorrência de iniciativas educativas ambientais no currículo oculto, na prática escolar. A partir da análise documental do primeiro volume do Caderno do professor de todas as disciplinas do 6º ano/5ª série, buscou-se, em meio à descrição das atividades ali propostas, verificar a ocorrência dos diferentes indicadores. Observou-se que a prática educativa ambiental ainda está restrita, principalmente, às áreas de ciências e de geografia, o que se contrapõe à principal indicação, dos parâmetros e das diretrizes instituídos/as, de que esta deva ser uma prática transversal ao currículo, apontando para uma possível interdisciplinaridade. Foram feitas, então, sugestões de inserção da temática ambiental em diferentes situações de sua ausência nos materiais analisados, procurando mostrar concretamente algumas possibilidades de abordagem da questão ambiental em todas as disciplinas.

Apoio: Não recebi financiamento

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/8786

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10ª-  Cristine Diniz Santiago - http://lattes.cnpq.br/2054503151318666

Data da Defesa: 30/06/2016

Orientador(a):Profa. Dra. Erica Pugliesi

Título: “PLANOS MUNICIPAIS DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS: DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS NA BACIA HIDROGRÁFICA TIETÊ JACARÉ- SP”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Erica Pugliesi

Prof. Dr. Bernardo Arantes do Nascimento Teixeira

Prof. Dr. Wellington Cyro de Almeida Leite

Resumo: No Brasil, a gestão de resíduos sólidos desenvolveu-se com atraso, se comparada a alguns países que se adiantaram na busca de soluções nesta temática. O marco legislativo nacional é a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei no 12.305/2010, regulamentada pelo Decreto no 7.404/2010, que descentraliza a gestão de resíduos, seguindo o padrão da Política Nacional do Meio Ambiente. A descentralização é explicitada pela proposição do instrumento de gestão denominado Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRSs), que tem se apresentado como um desafio para as municipalidades. Esta pesquisa objetiva analisar de que forma ocorre o processo de elaboração dos PMGIRSs – cinco anos após a promulgação da PNRS – nos municípios da Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHI) 13, Tietê Jacaré, no Estado de São Paulo, por meio de questionários e estudos de caso múltiplos. Os resultados revelam a complexidade e singularidade dos municípios, com destaque para a ausência de dados, recursos e deficiência na capacitação do corpo técnico como principais entraves, e a possibilidade de contratação de empresas para elaboração do PMGIRS como principal facilitador na visão das municipalidades. Outros aspectos que ainda são embrionários no processo de planejamento municipal são a busca por soluções consorciadas e a participação social. Dessa forma, observa-se que a descentralização proposta pela PNRS apresenta dificuldades para a efetivação, uma vez que os municípios não possuem na atualidade os meios necessários para desenvolver um planejamento complexo como preconizado pela Política, sendo necessários esforços dos governos federal e estaduais no sentido de capacitação e disponibilização de recursos que possibilitem a emancipação municipal no processo de planejamento. A proposição de alternativas de soluções compartilhadas também é crucial para a otimização da gestão de resíduos sólidos, conforme priorizado pela PNRS.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/8042

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09ª-  José Wamberto Zanquim Junior- http://lattes.cnpq.br/7672611870413427

Data da Defesa: 06/05/2016

Orientador(a):Prof. Dr. Celso Maran de Oliveira

Título: “A CONCILIAÇÃO AMBIENTAL NO ATENDIMENTO AMBIENTAL PARA O ESTADO DE SÃO PAULO”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Celso Maran de Oliveira

Prof. Dr. Frederico Yuri Hanai

Profa. Dra. Luciana Helena Crnkovic

Resumo: O meio ambiente, direito difuso e de uso comum do povo, impõe a adoção de solução célere e eficaz para os conflitos existentes e a prevenção de novas ocorrências. Neste sentido os tradicionais meios judiciais presentes no Brasil com a incumbência de resolverem as demandas ambientais, devido a diversos fatores, como burocratização, ausência de equipamentos, de pessoal e de especialização e decisões muitas vezes tardias, conduzem a sua insuficiência, impondo a busca por novos caminhos e novos rumos. Nesse escopo, vislumbrando uma alternativa à judicialização das questões ambientais, o Estado de São Paulo, por meio do Decreto no 60.342/2014 e das resoluções emanadas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente de no. 51 e no 48, ambas do ano de 2014, assim como, pela Portaria no 18/2014 da Coordenadoria de Fiscalização Ambiental criou o procedimento administrativo estadual nominado de Atendimento Ambiental e o Programa de Conciliação Ambiental para a aplicação das penalidades às infrações ambientais previstas no Decreto Federal no 6.514/2008. Referido procedimento objetiva a solução conciliatória dos conflitos por meio de concessões mútuas limitadas sobre os percentuais de descontos e suspensão dos valores aplicados a título de multa ou sua conversão em serviços ambientais, diante da natureza indisponível dos bens ambientais e sobre os prazos destinados à implementação de ações e medidas de recuperação das áreas afetadas. Neste sentido, os descontos se fazem possíveis em virtude da comprovação da existência de situação econômica fragilizada, baixa escolaridade, assunção do compromisso de recuperação dos danos, primariedade e contribuição com o procedimento. Ademais, além do seu objetivo conciliatório, o procedimento administrativo se destina ao fomento da educação ambiental por meio do oferecimento de instruções ambientais previstas na cartilha “Conduta Ambiental Legal”, a redução dos passivos ambientais e a reparação dos danos ambientais. Igualmente, busca imprimir agilidade e eficácia na apuração e penalização das condutas infratoras ambientais em sede administrativa.

Apoio: Não recebi financiamento

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/7802

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08ª-  Vinicius Perez Dictoro- http://lattes.cnpq.br/9469471717661914

Data da Defesa: 08/04/2016

Orientador(a):Prof. Dr. Frederico Yuri Hanai

Título: “RELAÇÕES HUMANAS COM A ÁGUA: PERCEPÇÃO AMBIENTAL, SABERES TRADICIONAIS, SIMBOLISMOS CULTURAIS E CONTRIBUIÇÕES PARA A GESTÃO E CONSERVAÇÃO DA ÁGUA”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Frederico Yuri Hanai

Prof. Dr. Evaldo Luiz Gaeta Espíndola

Profa. Dra. Dulcelaine Lucia Lopes

Resumo: Durante muitos séculos, a humanidade considerou a água doce como recurso inextinguível, sem avaliar as consequências ambientais relacionadas à sua quantidade e qualidade. A atual forma de apropriação da água para atender a alta demanda dos diversos usos dos recursos hídricos pela sociedade tem configurado intensas transformações nas relações humanas com a água. Antigamente as sociedades possuíam outras visões complementares ao sentido da água, como divindades, reverências e bem natural disponível tanto para a existência humana e demais espécies, quanto para o equilíbrio e manutenção dos ecossistemas. Portanto, as relações humanas com a água perpassam essa relação de sentido utilitarista, voltada apenas para fins econômicos e de sobrevivência, e configuram outras relações como: simbólicas, religiosas, culturais e emocionais. Dessa forma, o objetivo geral da pesquisa foi identificar e analisar diferentes relações humanas com a água, buscando-se compreender as variadas formas de valorização da água, e também de analisar o atual modelo de gestão da água por meio dos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos, com a finalidade de prover subsídios que possam auxiliar na consideração das relações humanas com a água em sua gestão e conservação. Este trabalho seguiu-se com base na pesquisa qualitativa e o estudo de caso foi desenvolvido em dois públicos alvos distintos, moradores de Pirapora- MG, situados nas margens do rio São Francisco, e membros de Comitês de Bacias Hidrográficas. Os dados foram coletados por meio de entrevistas e questionários estruturados. Foram identificadas relações simbólicas, culturais, afetivas, místicas e saberes locais dos indivíduos com a água. Esses aspectos devem ser transmitidos em novas formas de sensibilização para a gestão e conservação da água. É preciso intensificar a forma de atuar na sensibilização, promover novos programas e novas ações com a finalidade de expandir a visão centralizada no Homem e em suas atividades antrópicas, possibilitando um resgate cultural do simbolismo da água e das diversas relações e valorização que ela possui com a sociedade.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/7953

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07ª-  Flávia Fina Franco- http://lattes.cnpq.br/2730533112423996

Data da Defesa: 24/03/2016

Orientador(a):Prof. Dr. Amadeu José Montagnini Logarezzi

Título: “A EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA E O SABER DE EXPERIÊNCIA FEITO NA EDUCAÇÃO DE PESSOAS JOVENS E ADULTAS: UM DIÁLOGO PARA A TRANSFORMAÇÃO”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Amadeu José Montagnini Logarezzi

Prof. Dr. Osmair Benedito da Silva

Profa. Dra. Graziela Del Monaco

Resumo: Nesta pesquisa buscamos investigar uma sala de aula da educação de pessoas jovens e adultas, objetivando conhecer possibilidades da proposta de articulação entre a educação ambiental e essa modalidade de ensino, tendo como referência dois conceitos chaves: criticidade e saber de experiência feito. Estudos sugerem que a inserção da temática socioambiental na educação de pessoas jovens e adultas pode contribuir tanto para a superação da visão compensatória e reducionista que tem marcado essa modalidade quanto para fomentar questionamentos e reflexões dessas pessoas sobre seus papéis nas relações interpessoais, com o mundo e no mundo, para que reconheçam e assumam seus potenciais de intervir na realidade. Adotamos como referência uma educação ambiental crítica, dialógica, libertadora e impulsionadora de reflexões por meio da problematização de questões socioambientais. Optamos pela educação de pessoas jovens e adultas por ser uma modalidade escolar que, assim como seus sujeitos, tem sido historicamente marginalizada e marcada por relações injustas e opressoras e por acreditamos nas potencialidades desses sujeitos, reconhecendo suas experiências e seus saberes acumulados ao longo de suas vidas, que Freire chamou de saberes de experiência feitos. Assim, as questões que guiam essa pesquisa são: o saber de experiência feito que tem sido considerado e desenvolvido também na modalidade da educação de pessoas jovens e adultas pode contribuir para a prática de educação ambiental? A criticidade que tem sido desenvolvida no campo da educação ambiental pode contribuir para a prática da educação de pessoas jovens e adultas no contexto escolar? Para a construção deste trabalho desenvolvemos uma investigação empírica, que foi realizada em uma escola municipal do interior paulista, em que foram envolvidas/os estudantes da educação de pessoas jovens e adultas e educadoras/es dessa modalidade e com experiência no campo da educação ambiental. Paulo Freire (2005), com a teoria da dialogicidade, e Jürgen Habermas (2012a; 2012b), com a teoria da ação comunicativa, foram autores que nos guiaram para a escolha da metodologia comunicativo-crítica, que tem como fundamento a construção de conhecimento a partir do estabelecimento de diálogos intersubjetivos entre os sujeitos e, a partir dessa construção possibilitar que atuem na realidade, transformado-a. Com essa metodologia, o diálogo rompe com os desníveis interpretativo e epistemológico normalmente considerados e praticados entre as pessoas do contexto investigado e as pessoas acadêmicas. Utilizamos a observação comunicativa e a entrevista como instrumentos de coleta de dados. Em parceria com as/os estudantes e seu professor, os dados das observações foram analisados considerando as dimensões obstaculizadora e transformadora, próprias da metodologia, em relação à aproximação entre educação ambiental e educação de pessoas jovens e adultas. Já as informações obtidas por meio das entrevistas foram discutidas em conjunto com uma professora e um professor, diante da categorização dual da realidade social em sistema e mundo da vida, com base em Habermas. Com os dados analisados, encontramos no contexto investigado elementos como práticas educativas e posturas docentes coerentes com a realidade das/os estudantes, que potencializam a inserção da temática ambiental sob uma perspectiva crítica na educação de pessoas jovens e adultas. Por outro lado, foram também identificados elementos como práticas e posturas docentes associadas a um modelo de educação de pessoas jovens e adultas compensatório, o que dificulta a referida inserção, que se faz necessária para uma educação comprometida com uma transformação social que conduza a relações socialmente mais justas e ambientalmente mais sustentáveis. Por fim, verificamos a adequação de uma educação ambiental crítica de pessoas jovens e adultas como um espaço potente de aprendizagens e transformações, um espaço para que possam exercitar a capacidade crítica em direção à sua emancipação e assim se reconhecerem como sujeitos históricos participantes das mudanças socioambientais.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/7538

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06ª-  Gabriela Santos Tibúrcio - http://lattes.cnpq.br/0605511464034443

Data da Defesa: 22/03/2016

Orientador(a):Prof. Dr. Amadeu José Montagnini Logarezzi

Título: “DESAFIOS E POSSIBILIDADES DO PIBID: UMA ANÁLISE DAS PRÁTICAS DOCENTES EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL DE EDUCADORAS/ES EM FORMAÇÃO INICIAL DOS CURSOS DE BIOLOGIA E DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNESP DE RIO CLARO”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Amadeu José Montagnini Logarezzi

Profa. Dra. Adriana Fernandes Coimbra Marigo

Profa. Dra. Dalva Maria Bianchini Bonotto

Resumo: O objetivo central deste trabalho foi contribuir com a construção do conhecimento sobre práticas docentes utilizadas por um grupo vinculado ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), buscando aproximá-las das realidades da escola pública, a fim de evidenciar condições reais e viáveis para a elaboração e a execução de práticas de educação ambiental e de interdisciplinaridade por professoras/es da rede básica de ensino. A pesquisa contou com a participação de estudantes de graduação do curso de ciências biológicas, ex-bolsistas do programa, e de uma professora de ciências do ensino fundamental II da rede pública, tendo sido desenvolvida a partir das orientações da metodologia comunicativo-crítica. Os resultados estão apresentados e discutidos em quatro artigos que compõem a parte II desta dissertação. No primeiro deles, como procedimento de coleta, analisamos documentos – relatórios emitidos pela Capes, o edital do subprojeto do grupo Pibid em questão, além de documentos produzidos pelo próprio grupo ao longo da realização dos projetos – com o objetivo específico de refletir sobre a atual conjuntura da formação docente no Brasil. Nos demais artigos, como procedimento de coleta foram realizados grupos de discussão comunicativos, tendo por base a intersubjetividade decorrente da reflexão coletiva das pessoas participantes. As análises da pesquisa buscaram identificar elementos potencialmente transformadores e potencialmente obstaculizadores em relação aos temas que emergiram na investigação – interdisciplinaridade (artigo 2), educação ambiental (artigo 3) e formação docente (artigo 4) –, a fim de compreender os limites e as possibilidades de cada um deles no contexto da escola pública brasileira. Como resultados principais, identificamos possibilidades reais e viáveis de práticas interdisciplinares e de educação ambiental, em uma perspectiva crítica, no contexto escolar a partir da articulação entre formação docente inicial e continuada, em uma proposta de trabalho coletivo. Além disso, os resultados evidenciaram a importância de trabalhos nessa perspectiva ao longo do processo formativo de professoras/es e, nesse sentido, consideramos o Pibid como programa de grande relevância para uma formação docente crítica e, nessa direção, ressaltamos a importância da luta por políticas públicas que valorizem a carreira docente.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/8298

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05ª-  Natália Abe- http://lattes.cnpq.br/0154562524491950

Data da Defesa: 08/03/2016

Orientador(a):Prof. Dr. Marco Antonio Portugal Luttembarck Batalha

Título: “RELAÇÕES ENTRE TRAÇOS FUNCIONAIS ECOLOGICAMENTE IMPORTANTES DE ESPÉCIES ARBUSTIVO-ARBÓREAS DE CERRADO”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Marco Antonio Portugal Luttembarck Batalha

Prof. Dr. Danilo Muniz da Silva

Profa. Dra. Elza Maria Guimarães Santos

Resumo: Os chamados “Esquemas de Estratégias Ecológicas Vegetais” agrupam as espécies em categorias ao longo do espectro de seus traços funcionais. Quando dois ou mais traços funcionais importantes estão correlacionados entre espécies coocorrentes, eles definem uma dimensão estratégica. Há quatro principais dimensões de estratégias ecológicas para estabelecer relações entre os traços: altura máxima da planta, tamanho dos ramos e das folhas, estrutura e fisiologia foliar, e produção de sementes. Os traços que podem definir essas dimensões são: altura máxima da planta, densidade da madeira, área foliar, área foliar específica, tamanho do fruto, e tamanho da semente. Nessa dissertação, apresentamos os resultados em um único capítulo, escrito em inglês. Coletamos os seis traços para 28 espécies arbustivo-arbóreas no Parque Estadual de Vaçununga, sudeste do Brasil. Analisamos as relações entre esses traços para espécies lenhosas de cerrado e comparamos nossos resultados com os encontrados para florestas tropicais. Encontramos duas correlações significativas: entre tamanho do fruto e tamanho da semente e entre tamanho do fruto e área foliar. Identificamos, também, duas estratégias ecológicas: espécies com baixas áreas foliares específicas, e espécies altas áreas foliares específicas. Espécies lenhosas de cerrado e floretas parecem ter estratégia ecologias distintas, provavelmente pelas diferentes pressões a que estão submetidos.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/7772

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04ª-  Camila Bonelli de Milano - http://lattes.cnpq.br/0154648692114126

Data da Defesa: 29/02/2016

Orientador(a):Profa. Dra. Erica Pugliesi

Coorientadora: Profa. Dra. Fabiane Letícia Lizarelli

Título: “LOGÍSTICA REVERSA: ESTUDO SOBRE O CORPO DO CONHECIMENTO E DIAGNÓSTICO SOBRE O PROCESSO DE RECICLAGEM EM UMA INDÚSTRIA DE COMPRESSORES”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Erica Pugliesi

Prof. Dr. Jose da Costa Marques Neto

Prof. Dr. Valdir Schalch

Resumo: A gestão empresarial tem se preocupado em incluir aspectos e análise dos impactos ambientais nos processos produtivos, na compra e venda de materiais e até mesmo no retorno dos produtos/componentes para a cadeia produtiva. Movidos, seja pelo apelo de consumidores exigentes e ambientalmente sensibilizados, escassez de matéria-prima disponível, legislações mais restritivas ou pelo marketing ambiental e melhoria da imagem perante os concorrentes, as empresas tem gasto tempo, dinheiro e pessoal em pesquisas e maquinários que contribuam para uma produtividade mais sustentável. Dentre as inovações, a Logística Reversa (LR) é o instrumento responsável pela gestão de retorno dos materiais para a cadeia produtiva, agregando valor e importância aos componentes que, novamente dentro do ciclo de produção, se tornarão peças, materiais, produtos novos ou renovados com sua vida útil estendida. Porém, primariamente, antes de qualquer efetivação ou diagnóstico de atividades, é necessário conhecer definições, significados, metodologias e aplicações existentes no corpo do conhecimento científico sobre o tema. Ao analisar livros e artigos pertinentes, por meio de levantamentos bibliográficos, foi possível elencar autores e títulos de interesse para subsidiar a inserção do leitor no campo estudado, no caso da pesquisa, a LR. Esse levantamento auxiliou na formação da revisão bibliográfica, do estudo de caso e na composição de informações pertinentes a pesquisa. O estudo de caso abordado para o diagnóstico em LR foi o processo de reciclagem de compressores, em que a empresa estudada coleta produtos (dentro do prazo de garantia) que apresentem falhas ou não funcionamento, para desmonte e encaminhamento dos materiais para a cadeia produtiva. O trabalho teve três importantes resultados, o primeiro, constatou que a LR da empresa, mesmo que ainda em estágio inicial, possibilita o retorno dos materiais que compõem o produto, sem eliminação direta para aterros sanitários ou lixões, para a própria cadeia produtiva ou outras e mostrou que a LR, nesse caso, apresenta vantagens financeiras. Porém, o segundo resultado identificou que para que o processo seja considerado LR, alguns procedimentos precisam ser acrescentados, como por exemplo, aquisição de materiais fora do prazo de garantia (ampliando a quantidade de produtos coletados que seriam dispostos de forma incorreta), inovação nos procedimentos de coleta desses materiais, ampliação da rede de coleta para locais próximos à empresa, discussões que foram pontuadas por esse trabalho e necessitam do apoio da alta administração para serem concretizadas. O diálogo entre a Universidade (por meio da pesquisadora) e empresa (gestores responsáveis pelo processo) proporcionou como terceiro resultado que fosse desenvolvido, durante a pesquisa, material para questionamentos e levantamento de informações necessárias para compor e monitorar o processo de LR da organização. Esses questionamentos foram trabalhados em cinco grupos (diretrizes) responsáveis por abranger toda a cadeia de retorno dos materiais, inclusive informações referentes aos atores envolvidos na entrega do material, processamento e posterior venda, para que a melhoria contínua do processo tenha a responsabilidade compartilhada. Finalizando, é possível concluir que o corpo do conhecimento em LR está em constante desenvolvimento e mudança e necessita ser explorado em todas as suas possibilidades para que técnicas e metodologias sejam criadas e passíveis de serem aplicadas nas cadeias produtivas. A LR é um instrumento promissor, instigante e desafiador, cada nova pesquisa será responsável por contribuir com o dinamismo da sua evolução.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/7882

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03ª-  Mayra de Souza Bonfim- http://lattes.cnpq.br/7316694193378977

Data da Defesa: 18/01/2016

Orientador(a):Profa. Dra. Erica Pugliesi

Título: “ANÁLISE DO ATENDIMENTO AOS PRINCÍPIOS DA CERTIFICAÇÃO DE MANEJO FLORESTAL FSC E PERSPECTIVAS DE APLICAÇÃO DOS INDICADORES GENÉRICOS INTERNACIONAIS”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Erica Pugliesi

Prof. Dr. Juliano Costa Gonçalves

Profa. Dra. Clauciana Schmidt Bueno de Moraes

Resumo: Nas últimas décadas, a intensificação da preocupação ambiental gerada pelas atividades humanas vem causando reflexos em vários setores da sociedade. Neste contexto o mercado passou a exigir informações e garantias sobre os produtos florestais. Um dos instrumentos desenvolvidos para tal fim é a certificação florestal, representada no Brasil principalmente pelo Forest Stewardship Council (FSC). Além de atestar o sistema de manejo, a certificação florestal exige o cumprimento das legislações vigentes no país e de critérios sociais, econômicos e ambientais mais restritivos. Para a certificação e manutenção do certificado, é exigido que todas as não conformidades com requisitos das normas sejam tratadas no sentido de serem corrigidas evitando sua recorrência. Desta forma, este trabalho tem como objetivo analisar as futuras mudanças advindas da inserção dos Indicadores Genéricos Internacionais (IGIs), levando em consideração as dificuldades encontradas para cumprimento do padrão atual nos processos de auditorias de certificação FSC no contexto das plantações florestais no Brasil. Para tanto, foram obtidos dados e informações das auditorias de certificação de manejo florestal nos últimos cinco anos. Os resultados obtidos indicam que as organizações apresentam maior dificuldade para cumprir os Princípios 4, 6, 7 e 8, estritamente ligados à aspectos sociais, como direito dos trabalhadores e relações com a comunidade, aos impactos ambientais, e monitoramento social e ambiental. As alterações advindas dos IGIs estão principalmente relacionadas a novos conceitos e abordagens que impactam diretamente nas áreas sociais, avaliação de impacto ambiental/monitoramento, e gestão do manejo. As análises realizadas se propõem a contribuir e subsidiar as tomadas de decisão pelo setor florestal, e auxiliar nos processos de recertificação e em processos de certificação de novas organizações.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/8073

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02ª-  Augusto Florisvaldo Batisteli- http://lattes.cnpq.br/2107797655834765

Data da Defesa: 03/12/2015

Orientador(a):Profa. Dra. Andrea Lucia Teixeira de Souza

Título: “CATEGORIAS FUNCIONAIS DA AVIFAUNA EM RESPOSTA À ESTRUTURA DA VEGETAÇÃO DE ÁREAS RIPÁRIAS EM RESTAURAÇÃO”

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Andrea Lucia Teixeira de Souza

Prof. Dr. Marco Aurélio Pizo Ferreira

Prof. Dr. Danilo Muniz da Silva

Resumo: Ao longo das últimas décadas, a cobertura por vegetação natural foi amplamente substituída pela agropecuária, mas a reintrodução de árvores nativas oferece a expectativa de restauração de ecossistemas florestais. Este estudo avaliou a colonização de áreas ripárias em restauração pelas aves, em relação a áreas de referência, testando a influência da estrutura da vegetação nas categorias funcionais da avifauna. Estimamos a estrutura da vegetação pela cobertura por gramíneas, densidade de indivíduos, área basal total, altura, profundidade da copa e diâmetro à altura do peito de cada indivíduo. Categorizamos as espécies de aves quanto à dieta, ao estrato de forrageio, à altura do ninho, à dependência de cavidades para reprodução e à dependência florestal. Para testar quais dessas características eram afetadas pela estrutura da vegetação, usamos a Análise de Correspondência Canônica, utilizando como variáveis independentes os três primeiros eixos da Análise de Componentes Principais da vegetação, respectivamente correlacionados com a altura do dossel, a profundidade de copa e a estratificação. Foram documentadas 53 espécies de aves em 326 registros. As áreas de referência foram as mais ricas e diversas em todos os descritores taxonômicos das aves. A altura do dossel influenciou apenas o tipo de dieta, o estrato de forrageio e o grau de dependência florestal. As combinações dessas três características também responderam à altura do dossel e à profundidade de copa. As espécies associadas às áreas mais abertas foram as granívoras e as generalistas de baixa dependência florestal. As aves do sub-bosque ocorreram principalmente em estágios intermediários de crescimento da vegetação, apresentando média dependência florestal e dietas mais especializadas. Espécies insetívoras de alta dependência florestal caracterizaram as áreas de referência, de maior altura de vegetação. Este estudo ressaltou a importância de considerar os aspectos funcionais das espécies e analisar conjuntamente vários deles no planejamento e na avaliação da recolonização de áreas restauradas pela avifauna. Considerando a influência da estrutura da vegetação ripária sobre a avifauna, nós sugerimos que a reintrodução de outras formas de vida na comunidade vegetal além do estrato arbóreo em ações de restauração pode acelerar o aumento da diversidade funcional da avifauna durante o processo de recolonização.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/7369

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01ª-  Diego Peruchi Trevisan - http://lattes.cnpq.br/2413871825446601

Data da Defesa: 31/08/2015

Orientador(a):Prof. Dr. Luiz Eduardo Moschini

Título: “ANÁLISE DAS VARIÁVEIS AMBIENTAIS CAUSADAS PELAS MUDANÇAS DOS USOS E COBERTURA DA TERRA DO MUNICÍPIO DE SÃO CARLOS, SÃO PAULO, BRASIL”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Luiz Eduardo Moschini

Prof. Dr. Reinaldo Lorandi

Prof. Dr. José Augusto de Lollo

Resumo: Os impactos antropogênicos tendem a simplificar os ecossistemas naturais, reduzindo a resistência intrínseca à mudança e rompendo seus limiares de resiliência em mais de um lugar ao mesmo tempo. Essas interferências na paisagem convertem extensas e contínuas áreas com cobertura florestal em fragmentos florestais, afetando a disponibilidade e a qualidade dos recursos naturais. Torna-se fundamental a análise do município em seu contexto geográfico local e regional, tanto quanto o estudo das estruturas tipicamente urbanas e agrícolas, visando o estabelecimento de formas de crescimento e de adensamento compatíveis com as metas de desenvolvimento sustentável. Diante dessas considerações, esta dissertação teve como objetivo a obtenção de informações sobre a paisagem no município brasileiro de São Carlos (SP), por meio da utilização de índices estruturais da paisagem. As informações foram inseridas e analisadas em Sistemas de Informações Geográficas (SIGs). A estrutura da paisagem foi avaliada através da dinâmica de uso e cobertura da terra do município em 2003 e 2013, bem como a aplicação do Índice de Urbanidade. A Fragilidade Ambiental da paisagem do município foi avaliada através do Índice de Fragilidade da Paisagem. O Índice de Qualidade Ambiental da Vegetação identificou e analisou a suscetibilidade dos componentes ecológicos aos efeitos de uma determinada atividade antrópica. O Índice de Qualidade Ambiental dos Recursos Hídricos analisou a suscetibilidade dos recursos hídricos em relação à distância das fontes impactantes e o Índice de Vulnerabilidade analisou a suscetibilidade da paisagem em relação à perda de biodiversidade e de hábitats decorrente da condição da fragmentação da classe de vegetação nativa. Os resultados mostraram que as forças diretas e indiretas de mudanças que atuam sobre a paisagem são respectivamente as atividades agrícolas, principalmente correlacionadas ao cultivo de cana-de-açúcar. De 2003 a 2013 houve uma aumento das áreas ocupadas por atividades antrópicas e consequentemente a redução das áreas naturais e perda da qualidade ambiental da paisagem com resultante aumento da fragilidade quanto da vulnerabilidade ambiental. As trajetórias desenvolvimentistas atuais não podem ocorrer sem causar impactos, porém não estão proporcionando benefícios da forma como deveriam. A perda e a degradação das áreas de vegetação natural remanescentes na paisagem do município de São Carlos continuam de maneira crescente. Contudo as evidências disponíveis sugerem que a continuidade destes fragmentos na paisagem, pode ainda proporcionar muito mais benefícios econômicos do que os obtidos da conversão e expansão agrícola do uso da terra. Faz-se essencial a preocupação não apenas com o estado atual do município, mas também com as tendências que se solidificam ao passar dos anos, tendências estas (perda de áreas naturais com crescimentos dos usos antrópicos) que estão evidenciadas na análise dos remanescentes de vegetação no município, sendo que este modelo de crescimento e de geração de impactos não são realizados em prol da necessidade do desenvolvimento concreto do município como um todo, mas apenas de algumas atividades e setores presentes no mesmo.

Apoio: CAPES: Código de Financiamento 001

URL – Repositório Institucional: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/7136

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